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Como tomar decisões melhores

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Major Lobo Realista
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Como tomar decisões melhores

Mensagempor Major Lobo Realista » 20 out 2016, 12:06

[color=#0040FF]Este texto corrobora algo que eu sempre costumo dizer: seres humanos possuem racionalidade limitada.[/color]



Todo dia a gente tem que tomar um monte de decisões...

Algumas são corriqueiras, mas outras têm o potencial de mudar nossas vidas para sempre.

A pergunta que eu queria te fazer é:

Você sabe como tomar decisões? Você tem um método para fazer as melhores escolhas?

A cada segundo tomamos várias decisões em nossas vidas. Mas você sabe como tomar decisões realmente boas?

Às vezes são decisões simples, rotineiras, voltadas para o nosso dia-a-dia.

Vou me levantar agora para pegar um copo com água ou continuo lendo esse texto até o final? Sigo em frente com a leitura ou olho se há novas mensagens no meu celular?

São centenas de decisões desse tipo a cada minuto de nossas vidas, e elas são tomadas de forma automática, intuitiva, baseada nas nossas experiências anteriores.

Outras decisões são mais complexas e possuem maior potencial de causar impactos sobre nossas vidas.

Que curso vou fazer na faculdade? Faço um mestrado ou doutorado? Vou arriscar minha vida no exterior ou aprofundo minha carreira por aqui mesmo?

Algumas pessoas deixam essas decisões importantes no piloto automático, fugindo da responsabilidade sobre suas próprias vidas.

Outras pessoas tomam essas decisões importantes de forma “totalmente” racional, buscando utilizar todas as informações disponíveis, ponderar todos os prós e contras face aos impactos que cada alternativa pode gerar. Se você toma suas decisões assim, é possível que já tenha percebido que esse modelo 100% racional é impossível…


O mito da racionalidade

Decisões racionais seriam tomadas com base em todas as informações existentes.

Com base nelas, o indivíduo teria um processo racional perfeito para avaliar as opções.

Para que seja perfeita, sua racionalidade teria que envolver o conhecimento sobre todas as opções de decisão, assim como as consequências futuras de cada uma delas.

Assim, conhecendo com clareza seus próprios objetivos, seria capaz de decidir qual a melhor opção (escolha ótima e maximizadora) dentre as disponíveis.

Talvez você já tenha notado alguns problemas na racionalidade, agora que comecei a esclarecer o modelo…

Vamos ver alguns desses problemas:

1. É impossível obter todas as informações sobre seu problema/oportunidade

Na hora de escolher uma pós-graduação, é impossível saber ao certo como essa oportunidade irá gerar impactos sobre sua vida.

O mesmo acontece sobre a possibilidade de morar no exterior: é realmente uma oportunidade? Talvez sim, talvez não…

2. É impossível obter todas as informações sobre as alternativas e seus impactos

Fazer o mestrado na UFRJ é melhor ou pior do que na USP? Se eu resolver fazer na UFPE, quais os impactos futuros sobre minha carreira, em relação às outras opções?

Se eu optar por uma carreira em Trondheim, Noruega, o que eu estarei fazendo em dez anos? E se eu optar por trabalhar em Luanda, Angola? Impossível saber…

3. Nossos objetivos não são claros

É normal que achemos que sabemos o que queremos, mas quando chegamos lá percebemos que não era bem aquilo, certo?

Isso acontece porque é muito difícil esclarecermos os nossos próprios objetivos em termos de satisfação pessoal.

É mais fácil querer “fazer um mestrado”, porque queremos “crescer na carreira”, do que “fazer um mestrado em administração na UFPE para ocupar um cargo de gerente de finanças na Petrobras, morando na Noruega, daqui há 2 anos”.

Isso acontece, principalmente, porque as consequências de nossas decisões são desconhecidas (como mencionado antes). Com isso os objetivos, por mais específicos que sejam (exemplo: “terminar o mestrado em administração na USP daqui há 2 anos”) são muito pontuais, não compreendendo todos os impactos possíveis.

4. O ambiente é turbulento

Se você ainda acha que controla suas decisões, possui as informações e sabe exatamente o que quer, agora tudo vai cair por terra: o ambiente muda o tempo todo, e suas opções passadas deixam de fazer sentido.

Além disso, seus próprios objetivos mudam de um dia para o outro, imagine durante toda a vida (prazo de impacto das decisões importantes).

5. É impossível processar todas as informações com um raciocínio perfeito

O pior de tudo: se você tem todas as informações; sabe exatamente o risco de cada alternativa, e onde elas podem dar; conhece plenamente seus objetivos; e acredita que o ambiente não muda; tem um problema do qual não pode fugir: você não é um computador.

Entre em um restaurante que você nunca foi, peça o cardápio, e tente escolher “O prato que MAIS irá lhe dar prazer naquela refeição”.

Há carnes, peixes, petiscos, grelhados, ensopados, massas…

Você só pode escolher uma opção e, necessariamente, ela será a melhor de todas… Será que é possível?

“Eu nem conheço todas as opções”, você pode estar pensando.

O pior é que: mesmo que conhecesse, não teria como escolher a melhor.

Você poderia pedir uma amostra de todos os 50 pratos do restaurante, prová-los todos, para depois pedir o melhor. O problema é que, quanto maior a fome, melhor o prato… a racionalidade não acompanha.

Se a racionalidade das decisões humanas é um mito, como devo tomar minhas decisões?

Há dois modelos muito úteis para isso: a racionalidade limitada e o uso da intuição.

Tomando decisões com o modelo da racionalidade limitada

Em ambientes menos turbulentos, recomendo a tomada de decisão racional, mas não a racionalidade plena.

Por mais surpreendente que possa ser, a racionalidade limitada é muito melhor.

Ela pressupõe que você não possui todas as informações, não conhece todas as alternativas e impactos, seus objetivos não são tão claros assim, e você não consegue decidir perfeitamente (nem na escolha de um prato em um restaurante)!

Tomar decisões com base na racionalidade limitada consiste em buscar decisões satisfatórias, e não decisões ótimas. Sabe o que isso significa?

Que você estabelece critérios para escolher entre as alternativas disponíveis, e escolhe uma alternativa que satisfaça seus critérios.

Na escolha sobre que contrato de trabalho assinar, você estabelece o que importa para você.

Por exemplo, vou trabalhar em uma função de que costumo gostar? A empresa em que vou trabalhar possui imagem ética no mercado? O local de trabalho passa a impressão de ser bom?

Respondendo sim a essas perguntas, você escolhe sua alternativa. Se der empate, pense em mais um critério importante, até conseguir escolher a alternativa que satisfaça os critérios importantes para você.

As consequências de cada escolha, se realmente serão as melhores, você nunca saberá, mas ficará satisfeito.

Usando o exemplo do restaurante: quero comer carne, grelhada, com salada. Pergunto ao garçom qual a opção “carna, grelhada, com salada” que mais sai. Tendo a ficar satisfeito.

Tomando decisões com o uso do modelo intuitivo

Quando vou tomar decisões de nível muito mais difícil, ou quando o ambiente é muito turbulento, tomo decisões de forma mais intuitiva, combinando com a racionalidade limitada – pois é isso que é recomendado.

A intuição é aquele pulso persistente que te diz para escolher uma alternativa específica (e não o impulso de fazer alguma coisa, por reação emocional).

Trata-se do processo natural de tomada de decisão, que considera toda a sua experiência de vida de maneira integrada. Considera ainda os seus verdadeiros objetivos, mesmo que você os desconheça.

Com base nisso, sua mente decide sem que sua racionalidade precise entrar em ação. Não há explicações, mas algo te move em uma direção.

Isso não quer dizer que a decisão será irracional. Para ser irracional, seria necessário um processo racional pleno (que não existe) apontando para uma alternativa, enquanto você decide que essa é a alternativa que não deve ser escolhida.

Ser irracional é ser contra a racionalidade. Não tem nada a ver com o uso da intuição.

Quanto mais experiência de vida você tiver, melhores serão suas decisões intuitivas. Elas vão se basear em tudo o que você já viveu e nas consequências (positivas e negativas) de cada escolha que fez.

No ambiente de trabalho, é comum que diretores e presidentes tomem decisões com base em suas intuições, enquanto analistas e técnicos tomem decisões baseadas em maior grau de racionalidade.

Como combinar a intuição com a racionalidade (ainda que limitada)?

Certamente existem várias maneiras de fazer isso.

Eu tenho a minha: estabeleço os critérios para guiar minha decisão, mas não sigo em frente se alguma coisa dentro de mim disser que não devo.

Em outros momentos, prefiro o contrário: deixo minha intuição guiar minha decisão, até o ponto em que olho a escolha com base em critérios racionais, para ver se ela é satisfatória.

Pessoalmente, quanto mais difícil for, mais acho importante a intuição. Quando uma solução satisfatória parece impossível, prefiro o uso da intuição.

Um grave problema pode emergir: como saber se é intuição mesmo, ou se é simplesmente medo, excitação emocional ou impulso?

É impossível ter certeza, mas é fundamental olhar para dentro de si e tentar se conhecer cada vez mais para saber diferenciar uma coisa da outra.

Tomo minhas decisões dessa forma. Às vezes dá certo. Às vezes dá errado. Mas foi assim que construí minha vida, saí de enrascadas e aproveitei oportunidades que me trouxeram até aqui.

O mais importante: estou muito satisfeito com as decisões que tomei, mesmo quando elas não chegam exatamente onde eu imaginava.

Me conta como você vai colocar isso em prática!

Fonte: email
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[color=#008000]O que me preocupa não é nem o grito dos esquerdistas, das feminazis, das mães solteiras, dos corruptos, dos maconheiros, dos cachorrentos, dos LGBTs, dos sem caráter e sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons.[/color]

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Re: Como tomar decisões melhores

Mensagempor levivile » 08 fev 2019, 10:10

Ótimo texto!
Certamente de grande valia, confesso que não li todo em 100% de concentração, pois oscilei em alguns momentos, mas deu pra pegar grande parte da mensagem que o texto quer passar. Ser precisos nas decisões é sabedoria de vida e o texto aprofunda e amplia um tema delicado, que exige reflexão.
Pra alguns pode ser banal, mas se formos analisamos são as decisões e suas consequências que causam impactos na nossa vida...
"Antes de querer mudar o mundo, mude a si mesmo."

“A maioria dos homens vivem vidas de silencioso desespero” (Henry Thoreau)
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Re: Como tomar decisões melhores

Mensagempor De Elite » 08 fev 2019, 12:43

Complementando: para se tomar decisões acertadas siga alguns requisitos.

1 - Não ouça pessoas fracassadas ( que são diferente de pessoas vividas e sabias )

2 - Taque o fodase para a opinião alheia, deixe que te chamem de louco, todos amam os loucos.

3 - Não baseie sua vida em decisões que trará algum benéfico com alguma fêmea.

São 3 de muitos que poderia citar aqui.
Eu comecei a aprender que um guerreiro não é só testado em combate, mas também na vida. Ele vive por um código, não porque os códigos são "honraveis" ou uma moda passageira, mas porque é assim que um guerreiro pensa e é assim como ele vive. O combate é uma extensão daquele código, não a fonte (...) viva com honra e não deixe sua morte surgir das pessoas que carregam caixões funerários da desgraça, da crueldade, da fraqueza e do medo
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Re: Como tomar decisões melhores

Mensagempor Julian » 08 fev 2019, 18:19

Boa noite a todos, confrades!!! Eu sofro muito para tomar decisões.Sempre tomo com base em minha intuição e experiência de vida.No momento atual estou fazendo um curso on line, pois não enxergo para andar na rua a noite, por isso, faço o curso on line, é um curso de pós MBA de Direito do Trabalho e Direito Previdenciário, é curso barato, no entanto, deixa muito a desejar, anteontem, dia 06 de fevereiro de 2019, quarta-feria, fez 02 meses que não tinha aula postada na plataforma do curso, eu enviei mensagem pelo zap para um dos donos do curso, que é também professor do mesmo e simplesmente ele remete para mensagem eletrônica, não respondendo e pedindo para entrar em contato com administração do curso e se o aluno faz uma pergunta pertinente ao tema da aula, o professor diz que é consulta e não responde.

Eu ando insatisfeito com o curso, quero sair, mas no fundo não quero largar, com o receio de depois me arrepender, ando desanimado prá estudar, mas sei que tenho que estudar.

APROVEITO ESTA OPORTUNIDADE DO TEMA , POIS EU IA ABRIR UM TÓPICO PERGUNTANDO DESTA MINHA INDECISÃO DE LARGAR O CURSO, pois estava afastado do meu trabalho por quase 10 anos em razão de minha gradativa cegueira.Sou formado no curso de Direito, sou advogado, no entanto, faz mais de 04 anos que também estou afastado de minhas atividades de advogado, portanto,ando desatualizado, por isso, resolvi fazer este curso de pós, pois assim me atualizo, por favor, se puderem me dar uma opinião se largo ou não o estudo.O estudo é on line, duas vezes por semana, em uma semana tem aula de direito do trabalho e na outra semana aula de direito previdenciário, às vezes vem professor de outra área dar aula também, por exemplo, um engenheiro do trabalho falar sobre insalubridade, tem diploma só que de uma universidade do Rio de Janeiro, o curso é aqui em São Paulo e tem um trabalho como se fosse um TCC para fazer como conclusão para obtenção do diploma.
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Re: Como tomar decisões melhores

Mensagempor fernandobond04 » 12 fev 2019, 18:07

O ser humano é um ser emocional e não racional.
A maioria das decisões que nós tomamos é de acordo com o que nós sentimos.
A emoção é mais forte que a mente. Para se tornar mais racional é necessário controlar os desejos, instintos, 7 pecados capitais, controlar as emoções, estudar inteligência emocional e o comportamento irracional (mecanismo de defesa e distorção cognitiva).

Se quiserem, eu posso traduzir artigos sobre mecanismo de defesa e distorção cognitiva.
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Re: Como tomar decisões melhores

Mensagempor De Elite » 13 fev 2019, 12:24

@fernandobond04

Diga mais sobre seus conhecimentos nessas áreas.
Eu comecei a aprender que um guerreiro não é só testado em combate, mas também na vida. Ele vive por um código, não porque os códigos são "honraveis" ou uma moda passageira, mas porque é assim que um guerreiro pensa e é assim como ele vive. O combate é uma extensão daquele código, não a fonte (...) viva com honra e não deixe sua morte surgir das pessoas que carregam caixões funerários da desgraça, da crueldade, da fraqueza e do medo
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Re: Como tomar decisões melhores

Mensagempor fernandobond04 » 14 fev 2019, 13:54

Alguns exemplos sobre mecanismo de defesa (pensamentos irracionais)

Projeção: projeta o próprio erro em algo.

Ex: um jogador de tênis que, ao perder uma partida, justifica sua perda botando a culpa na qualidade da raquete.

Introjeção: mecanismo de defesa que consiste na adoção de regras e comportamentos que podem nos livrar de uma situação ameaçadora ou perigosa.

Ex: você vai aceitar algo que não gosta só para não ser excluído do grupo. Uma fraqueza humana é o medo de ser excluído. Isso acontece porque num grupo você tem mais chances de sobreviver, conseguir algo do que sozinho. Com isso a pessoa começa a fazer algo que não gosta só para não ser excluído. Com isso ela perde a capacidade de pensar por si mesmo por medo.

Deslocamento: consiste em transferir as características ou atributos de um determinado objeto para outro objeto. Exemplo: receber uma bronca do chefe e, assim que chegar em casa, chutar o cachorro como se ele fosse o responsável pela frustração.

Idealização: consiste em atribuir a outro indivíduo qualidades de perfeição, vendo o outro de modo ideal. É o que fazem os adolescentes com seus ídolos, a quem consideram perfeitos. (o homem se apaixona por culpa da irracionalidade.)
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Re: Como tomar decisões melhores

Mensagempor Kenshin Himura » 16 fev 2019, 11:33

@Julian

A quanto tempo você faz o curso? Falta muito para terminar?
O que seria "barato" neste caso?
Você pretende retornar a exercer a profissão?
Morrer é fácil, viver é que exige coragem real

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