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Tópico das Armas

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Thanatos
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Re: Tópico das Armas

Mensagempor Thanatos » 30 jun 2016, 16:43

OK, tem controle. Mas isto não signifique que o controle é necessário.

Como não to conseguindo dar CTR C e V, vou postar esta citação do livro via imagem
[img]https://s32.postimg.org/xauvww0tx/HHHDemocracia.jpg[/img]
da página 307 do livro "demcoracia, o Deus que falhou".
Link pro livro : http://rothbardbrasil.com/wp-content/up ... falhou.pdf

Até mesmo o Olavo que não é ancap, reconhece que Hoppe é irrefutável se tratando de ordem espontânea, a crítica dele é "como por na prática a ordem espontânea?"
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Remy LeBeau
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Re: Tópico das Armas

Mensagempor Remy LeBeau » 30 jun 2016, 18:12

[quote="Thanatos"]OK, tem controle. Mas isto não signifique que o controle é necessário.

Como ele não pode ser necessário, se todos os modelos atuais, que vigoram, desde os mais rígidos aos mais liberais apresentam um controle mínimo? Já falamos do controle direto do Estado através da autorização e licença, e até mesmo do controle feito indireto (deixando na mão da iniciativa privada, com o Estado entrando depois em caso de necessidade) e mais flexível.
O que não existe é uma completa liberação geral, já que uma ou outra figura existirá, porque é um direito reconhecido, tutelado, mas que facilmente extrapola a esfera privada e causa reflexos nos direitos de outrem e na sociedade.
Em outro momento você mencionou que o Canadá dispensou o registro para obtenção. Certo. Porém o Canadá mantém um órgão público exclusivo para catalogar, arquivar e documentar os dados técnicos de qualquer arma de fogo comprada naquele território, a ponto de que se isso não for feito em até 15 dias após a compra, o cara responde e ainda perde a arma que comprou.
Por que? Porque se essa arma desaparecer, for furtada, surgir na cena de um crime e etc, toda a numeração e especificação dela será de conhecimento do Estado. Motivo pelo qual auxilia, por exemplo, à resolução e investigação de crimes que envolvem armas de fogo, bem como o histórico dela no caso de uma venda particular. A Suíça segue a mesma lógica ao entregar o armamento militar utilizado após o serviço militar do conscrito, só que ela já entrega com as especificações previamente anotadas.

[quote="Thanatos"]Como não to conseguindo dar CTR C e V, vou postar esta citação do livro via imagem
[img]https://s32.postimg.org/xauvww0tx/HHHDemocracia.jpg[/img]
da página 307 do livro "demcoracia, o Deus que falhou".
Link pro livro : http://rothbardbrasil.com/wp-content/up ... falhou.pdf

Até mesmo o Olavo que não é ancap, reconhece que Hoppe é irrefutável se tratando de ordem espontânea, a crítica dele é "como por na prática a ordem espontânea?"

Não entendi onde você quer chegar com esse trecho...
Não sou olavete, nem detrator dele, mas na verdade pouco me importa o que ele acha ou deixa de achar. Como estamos trocando ideias aqui, seria conveniente então você falar o que acha do tema, ou deixa de achar, apesar de que já estamos saindo do objeto do tópico...
Rothbard era um economista e o site é voltado para as suas ideias, ok. Essa é a crítica-base: querer usar de economia e seus princípios para regrar e interpretar áreas alheias da economia, o resultado é pavoroso e temerário.

No tópico específico eu mencionei que a hierarquia base de um Estado, ou a sua ordem, por assim dizer, não surgiu de uma natureza apenas, mas das mais variadas formas possíveis, afinal tem de tudo. Desde a imposição à força, desde uma convergência de interesses, desde criar uma estrutura para proteger direitos e etc. Portugal, por exemplo, surgiu hierarquizado como conhecemos, por ter participado na Reconquista e acaba por se tornar um país independente, através da manutenção da ordem hierárquica prévia que já existia quando ele era dependente da Hispânia.
Já haviam estruturas estatais desde os primórdios de quando o homem passou a se tornar bípede, lá na Mesopotâmia, com um poder central através de um regime político específico, leis (Hamurábi, emanadas de um monarca superior), tributos e etc... Com o passar do tempo há um aperfeiçoamento disso, e eventuais cisões e rupturas (como o feudalismo), mas que posteriormente convergem para uma unificação do poder central (pelos mais variados motivos e formas)... Mas o autor nega, viaja no tempo e tenta afirmar que ainda eram sociedades pré-estatais, e nada daquilo era Estado...

Westfália só deu forma ao Estado e uma compreensão lógica das suas bases e pressupostos no século XVII, definindo a concepção de Estado, através de fundamentos para as suas prerrogativas, bem como trazendo à importante concepção da soberania. Esta operando no plano interno quanto externo, o que já ocorria até mesmo antes, mas não havia um tratado internacional com um ponto comum reconhecido por todos, e sim meras deliberalidades, como casas reais se enfrentando e se matando, ou conflitos religiosos. Daquele marco em diante, adotamos a compreensão moderna de Estado. Agora, querer dizer que os Estados anteriores a esse período (ou "sociedades" como ele chama) não são Estados, beira ao ridículo e ao absurdo, como querer negar que 2 + 2 = 4, por pura birra.
Por isso os reis se tornaram soberanos, porque a sua soberania era reconhecida internamente naquele Estado, e, portanto, ele tinha poder sobre os súditos. Bem como era conhecido por outros soberano, como o monarca soberano daquele território. Monopolizando assim toda uma estrutura estatal em si mesmo.
E neste caso, a nomenclatura técnica correta adotada nas Ciências Humanas é: "Estados pré-modernos", pois eram Estados no sentido literal e fático, mas não dotados dos critérios modernos de sua racionalização e compreensão.

Outro ponto absurdo é ele afirmar que reis e senhores feudais eram meros figurantes, hahaha. Naquela época nem havia uma clara compreensão da propriedade privada, seus efeitos e extensão, tudo era propriedade do rei, tudo pertencia a ele, inclusive o território, além de que ele era o representante legal daquele Estado, acumulando funções do Executivo, Legislativo e Judiciário, e declarando guerra bem como negociando tratados como ele quissesse.
Você mesmo discutiu comigo quanto à descentralização do poder em senhores feudais, já que eles acumulavam funções como essas nos territórios que administravam, fragmentando o poder, bem como também tinham essas liberalidades quando se submetiam ao poder central do monarca (ainda que este último tivesse a palavra final), esqueceu? Mudou de ideia?
Sobre leis e o escambau, haviam ordenações do próprio rei, regras estabelecidades pelos senhores feudais e ordens emanadas pela Igreja tudo concorrendo entre si para administrar o próprio território gerando uma grande confusão e direitos sendo reconhecidos e efetivados através das jurisprudências, e não das leis (como hoje), só que era regra à insegurança jurídica, já que em alguns locais se reconheciam alguns direitos e outros (sob o mesmo contexto) não.

Concordo sobre o monopólio legal, pois de fato isto ocorreu quando o processo de centralização do poder ganha forma e corpo, e tudo acaba por recair na mão de um monarca, ou de um Legislativo, unificando as normas.

Mas enfim, é uma bagunça o texto e um descalabro querer reduzir outros períodos históricos a "pré-estatais" quando eram Estados pré-modernos, pois reproduzimos estruturas estatais nos dias de hoje com milhares de anos de existência. Querer definir por exemplo um Império Romano como uma "sociedade" é algo absurdo, pois até hoje instituições romanas que lastrearam a existência de um Estado são utilizadas.
Ademais já postamos tantos e tantos exemplos de guerras do período medieval e prévio, com Estados batalhando para resguardar seus interesses públicos e privados (de sua monarquia), que soa como absurdo o autor definir aquilo como ausência de Estado, só porque à realidade naquela época não é do agrado dele.

Aplicando a tal "Lei de Rothbard" (entendedores entenderão), foram se especializar em falar coisas que não dominam, através de conceitos exclusivos da economia, e não de conceitos técnicos necessários para esse fim.

Para compreender a figura do Estado e o estatismo é pré-requisito ler Hans Kelsen que é uma literatura técnica, aprofundada, destinada aquele fim, específica e reconhecida internacionalmente como primordial, e não umas obras absurdas e utópicas, até mesmo descoladas de fatos comuns ensinados e estudados no Ensino Fundamental.

Não quero ser chato, mas se for ler o trecho aqui que você colou, não tem um exemplo factível corroborando o que ele fala, apenas a "versão dele". Ao contrário do que que faço aqui: jogar exemplos reais que refutam essas teorizações absurdas de fatos históricos não tão complexos de se aprender, bem como também jogar exemplos que apresentam um contexto semelhante ao que é defendido pelos anarco-capitalistas, mas que não materializaram os ideais deles, porque como já disse mais de uma vez são utópicos e descolados do processo civilizatório do ser humano.