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Efeitos dos Gastos do Governo com Saúde (Por Paulo Kogos)

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Efeitos dos Gastos do Governo com Saúde (Por Paulo Kogos)

Mensagempor Homem » 20 fev 2019, 20:02

Post do Paulo Kogos no Facebook, antes de ele ser bloqueado:

Cada centavo que o governo "investe em saúde" implica em

1) encarecimento de todos os insumos da cadeia produtiva em questão, o que torna remédios e equipamentos hospitalares mais caros

2) expansão da burocracia estatal para gerir estes ativos e este fluxo financeiro, o que implica em mais centavos gastos

3) distorção do sistema de preços no setor de saúde, o que aumenta os custos informacionais empreendedoriais pra investir na área

4) alocação irracional do recurso adquirido, desperdiçando-o

5) subsídio da doença, já que os agentes tendem a ter aquilo que eu chamo de
a) quantitative bias: as pessoas cometem erros ao superestimar variáveis quantitativas e subestimar variáveis qualitativas
b) short-term bias: as pessoas cometem erros ao superestimar variáveis de curto prazo e subestimar variáveis de longo prazo
OU SEJA, ELAS SUBESTIMARÃO OS CUSTOS EM QUALIDADE DE VIDA DE DESCUIDAR DA SAÚDE DIANTE DA APARENTE GRATUIDADE* DAS CONSULTAS NO SUS
* o custo escondido desta gratuidade é duplo
I) impostos (custo direto)
II) dano econômico da tributação por perverter incentivos (custo indireto)

6) do item 5 decorre um aumento artificial da demanda por serviços de saúde, o que faz despencar a qualidade e aumentar as filas, onde tantos morrem

7) sustentar este sistema exige tributação, que se abaterá sobre os preços e qualidade dos medicamentos, faculdades de medicina, fábricas de equipamentos de saúde, etc e corroerá o poder aquisitivo dos pobres

CONCLUSÃO PARCIAL

Isto é pura ciência econômica e independe se o governo é de um rei medieval, um ditador militar ou do FHC/Lula/dilma/temer/bolsonaro.
Sempre que o investimento em saúde partir do setor estatal, é isto que ocorrerá, por não haver sistema de preços funcionando.

No campo da economia política ocorre ainda:

1) Lobby: ganham licitações as empresas politicamente articuladas e não as melhores do mercado, o que implica em equipamentos e serviços inferiores
2) Aumento da ditadura regulatória: para manter sua penca de funcionários publicos e para incutir na população a ideia de que o estado é necessário em saúde, o governo tende a regular o setor privado para que ele não consiga abarcar os pobres e inutilizar a propaganda estatal.
3) Aumento da legitimação psicosocial da tributação: as pessoas usarão a saúde como desculpas para permitir ou até exigir aumento da carga tributária, aumentando assim o tamanho do opressor estatal

CONCLUSÃO TOTAL

Nada pode ser mais prejudicial à saúde do pobre que um aumento marginal do gasto estatal no setor de saúde.
Muitos libertários dizem que os gastos estatais não importam e o importante é faze-lo parar de arrecadar (roubar nosso dinheiro).
As duas coisas andam juntas no mundo real.
“A paz de Nosso Senhor só se conquista na guerra.” - Santa Joana D'Arc

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