Se registrou agora? é obrigatório se apresentar neste tópico em menos de 24 horas, sob pena de exclusão: [Novatos] Apresente-se aqui.

OBS.: Para participar do Chat, ver perfis e acessar o sub-fórum Relatos & Relacionamentos você precisa se cadastrar no Fórum. Os tópicos dessa seção não aparecem no box de mensagens recentes abaixo.

Rock: Relativismo, Revolução e Satanismo

Discussões com temáticas realistas e afins
Avatar do Usuário
Homem
Moderador
Moderador
Mensagens: 1337
Registado: 12 mar 2016, 19:42
Reputação: 11

Rock: Relativismo, Revolução e Satanismo

Mensagempor Homem » 14 jun 2018, 11:54

Eu vejo falarem muito sobre o rap e o funk. Mas quem começou a revolução sexual, quem começou a promover a apologia às drogas e quem promove abertamente o satanismo, é o Rock.

INTRODUÇÃO
O poder da música

"O rock é uma expressão básica das paixões que, em grandes platéias, pode assumir características de culto ou até de adoração, contrários ao cristianismo."
(Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI)

É muito comum encontrar pais que não se importam que seus filhos passem horas ouvindo Rock a todo volume, porque consideram que "não há mal nenhum nisso". Eles, quando eram moços, se acostumaram (ou viciaram) a ouvir talvez músicas românticas ou canções sensuais de jazz. Tocavam-nas quando seus filhos eram pequenos. Agora, os jovens cresceram e inconscientemente tiraram as consequências dos princípios musicais e educativos que receberam: ouvem apenas Rock.

Do romantismo sentimental ao Rock frenético, passando pela etapa intermediária do jazz sensual, há uma lógica coerente que a alma percorre, ainda que inconscientemente.

O próprio Rock registra, com maior velocidade porém, estas mesmas etapas em seu caminho. Tendo começado com músicas e letras sentimentais, logo chegou ao frenesi e ao abismo do mal. Não é por acaso que a canção considerada o "hino oficial" do Rock - "Stairway to Heaven" - passa também, por essas fases: sentimental, sensual, frenética. (Outras razões houve para designar-se essa canção como o "hino" do Rock. Nós as examinaremos mais adiante).

É também comum encontrar jovens que, informados do que significam as letras das canções que ouvem, afirmam que não entendem suas letras, que se interessam apenas pelo ritmo ou, bem raro, pela "melodia".

Não se apercebem de que a música tem profundos efeitos na alma humana. É evidente que ao ouvir ou ler esta afirmação eles a põem em dúvida. Entretanto, reconhecem que o Rock os entusiasma e os deixa euforicamente excitados. Têm que reconhecer também que há músicas próprias a filmes de terror, que inclinam a alma para o medo do desconhecido. Que há outras que são compatíveis com cenas amorosas e sentimentais. Não poderão negar que certas músicas produzem melancolia e tristeza, outras despertam alegria, outras ainda entusiasmo.

A música, portanto, é criadora de estados de alma, os quais fazem nascer idéias correlatas em nossas mentes. Quem permite que uma música crie em sua alma um estado de melancolia e tristeza naturalmente terá tendências à tristeza e à melancolia, por isso mesmo, idéias melancólicas, tristes e pessimistas.

Fica então patente que uma canção, por si só, sem levar em conta a sua letra, cria estados de ânimo e suscita idéias.

Tinham pois muita razão os filósofos gregos ao darem à música um importante papel na educação e formação dos jovens. Aristóteles prevenia que "pelo ritmo e pela melodia nasce uma grande variedade de sentimentos" e que "a música pode ajudar na formação do caráter" e que "se pode distinguir os gêneros musicais por sua repercussão sobre o caráter. Tal gênero, por exemplo, leva à melancolia, tais outros sugerem o desânimo ou domínio de si mesmo, o entusiasmo ou alguma outra disposição já mencionada.
(Citação de Aristóteles - apud W. Matt - Le Rock'n Roll, instrument de Revolution et de subversion culturelle - Ed St. Raphael Sherbrooke, Quebec, 1981 pag. 6)

Platão é ainda mais claro. No diálogo República, ele adverte que a música forma ou deforma os, caracteres de modo tanto mais profundo e perigoso quanto mais inadvertido. A maior parte das pessoas não percebe que a música tem o poder de mudar o coração dos homens, e que assim, pouco a pouco, molda a sua mentalidade. Mudando as mentalidades, a música termina por transformar os costumes, o que determina a mudança das leis e das próprias instituições. Por isto dizia Platão que é possível conquistar ou revolucionar uma cidade pela mudança de sua música.

"Toda inovação musical é prenhe de perigos para a cidade inteira"... "não se pode alterar os modos musicais sem alterar, ao mesmo tempo, as leis fundamentais do Estado". (Platão, República, Livro III)

Para Platão, a educação musical é a mais poderosa, porque permite introduzir na alma da criança, desde a mais tenra infância, o amor à beleza e à virtude. A pessoa bem educada musicalmente mais facilmente perceberia a beleza e a harmonia. E como não há amor sem ódio, ela também odiaria o feio e o mal. E pergunta Platão: "Não saberá (tal pessoa) louvar o que é bom, receber o bem com deleite e, acolhendo-o na alma, nutrir-se dele e fazer-se um homem de bem, ao mesmo tempo que detesta e repele o feio desde criança, mesmo antes de poder raciocinar? E assim quando chegar a razão, a pessoa educada por essa forma a reconhecerá e acolherá como uma velha amiga". (Platão, República, Livro III)

Bem educados musicalmente, continua Platão, os jovens crescerão numa terra salubre, sem perder um só dos eflúvios de beleza que cheguem aos seus olhos e ouvidos, procedentes de todas as partes, como se uma aura vivificadora os trouxesse de regiões mais puras, induzindo nossos cidadãos, desde a infância a imitar a idéia do belo, a amá-la e a sintonizar com ela. (Platão, idem, ibidem.) Por isso, conclui Platão, não se deveria permitir que os artistas exibam "as formas do vício, da intemperança, da vileza ou da indecência, na escultura, na edificação e nas outras artes criadoras... " Não admitiremos que nossos guardiães cresçam rodeados de imagens de depravação moral, alimentando-se, por assim dizer, de uma erva má que houvesse nascido aqui e ali, em pequenas quantidades, mas dia após dia, de modo a introduzirem, sem se aperceber disso, uma enorme fonte de corrupção em suas almas". (Platão, idem, ibidem)

Platão insiste no poder insinuante da música de agir sem ser percebida, a ponto de conseguir destruir ou revolucionar uma sociedade, "pois é aí que a ilegalidade se insinua mais facilmente, sem ser percebida...sob forma de recreação, à primeira vista inofensiva".

"Nem, a princípio, causa dano algum, mas esse espírito de licença depois de encontrar um abrigo, vai-se introduzindo imperceptivelmente nos usos e costumes; e daí passa, já fortalecido, para os contratos entre os cidadãos, e após os contratos, invade as leis e constituições, com maior impudência, até que, ó Sócrates, transforma toda, a vida privada e pública". (Platão, República, Livro III)

É tão verdadeira essa análise do grande filósofo grego, que ela se aplica perfeitamente ao que aconteceu com os costumes de nossa sociedade. Até parece tratar-se de um autor atual descrevendo o que ocorre em nosso tempo.

Portanto, a música pode ter um salutar efeito formador ou pode ser destruidora.

Evidentemente, como é mais fácil destruir do que construir, os efeitos da música daninha são mais rápidos e eficazes que os da boa música. A corrupção estética e moral, embora degrau por degrau, vai mais rapidamente até os mais profundos abismos, do que a virtude em sua ascenção até os píncaros do heroísmo e da santidade.

Nesse trabalho de deformação e corrupção feito também através da música, no século XX, devemos salientar o papel do liberalismo que considera tudo pelo lado positivo e que, por isso, julga que nada deve ser proibido. O liberalismo é a "tolerância institucionalizada não só em certos casas ditas de "tolerância" como na própria sociedade. O liberalismo é o sistema da "tolerância". Por isso, os pais liberais permitem que os filhos tudo ouçam, sem qualquer restrição. Ora, à força de tudo ouvir, acaba-se por tudo aceitar, à força de tudo aceitar, acaba-se por tudo aprovar". (in Walter Matt, op. cit., pag. 22-23, nota 17 do tradutor, parodiando palavras de Santo Agostinho).

A aceitação do mal, a convivência com ele, leva o liberalismo, no fim, a aprovar todo vício, todo crime, todo absurdo, toda monstruosidade. Foi assim que a arte moderna ajudou a deformar o século XX. É assim que o Rock dominou a juventude mundial de nossos dias. Se há 50 anos tivessem dito que os netos dos fãs de Frank Sinatra iam ser entusiastas do "Black Sabbath" ou do grupo "Possessed", ninguém acreditaria. Mas, como a decaída se deu, degrau por degrau, até o abismo, todo o liberalismo aprovou.

Porque:
"Vice is a monster of so frightfull mein
As to be hated needs but to be seen
Yet seen too oft, familiar with his face
We first endure, then pity, teh embrace"
(Alexander Pope)

Tradução:
"O vício é um monstro de aspecto tão horrível
que basta vê-lo para detestá-lo
Mas olhá-lo por demais acostuma-nos com seu rosto
Tolera do inicialmente, em seguida nos dá pena
por fim se o abraça".

Esse foi o caminho da juventude face ao vício e à música no século XX

Leia mais em: http://www.montfort.org.br/bra/cadernos/arte/rock/
"Acabou o dinheiro, o carro, acabou os amigos e as mulheres" (Predador)
Avatar do Usuário
Homem
Moderador
Moderador
Mensagens: 1337
Registado: 12 mar 2016, 19:42
Reputação: 11

Re: Rock: Relativismo, Revolução e Satanismo

Mensagempor Homem » 14 jun 2018, 12:06

Só para citar um exemplo.

TNT foi uma banda brasileira de rock and roll.

Quem não deve ter curtido uma música como esta:



Até que é bem legal o ritmo da música, né?

Vamos analisar a letra:
Eu não sei se eu tô certo ou se eu tô errado
Mas faço tudo o que eu digo e digo tudo que eu faço
Neste mundo eu sou eu você é você
Faça tudo o que quiser porque eu também vou fazer

É muito fácil perceber o teor relativista desta música. O cara simplesmente toca o foda-se para o certo e o errado e incentiva a fazer "tudo o que quiser".
Não sei mais o que faço
Eu já fumei dez maços (Está bem claro que incentiva o uso da maconha)
Mandei tudo pro espaço
Agora eu só quero paz
"Acabou o dinheiro, o carro, acabou os amigos e as mulheres" (Predador)
Avatar do Usuário
Resiliência.BR
Aspirante
Aspirante
Mensagens: 15
Registado: 05 jul 2016, 10:06
Reputação: 0
Brazil

Re: Rock: Relativismo, Revolução e Satanismo

Mensagempor Resiliência.BR » 14 jun 2018, 22:28

A maioria das bandas de rock, vocalistas, sempre foram de esquerda. Veja as músicas do system of a down. Letras sobre drogas, sexo, putaria, aborto, homossexualismo. Sempre gostei do rock por causa do instrumental. Mas no campo lírico na maioria das vezes é uma merda.
''A solidão é uma ótima oportunidade para se encontrar. Faça bom uso dela'' - Bruce Lee.
Avatar do Usuário
Homem
Moderador
Moderador
Mensagens: 1337
Registado: 12 mar 2016, 19:42
Reputação: 11

Re: Rock: Relativismo, Revolução e Satanismo

Mensagempor Homem » 26 jun 2018, 20:48

Lembram do Raul Seixas?

Imagem
Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um cantor e compositor brasileiro, frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro. Também foi produtor musical da CBS durante sua estada no Rio de Janeiro, e por vezes é chamado de "Pai do Rock Brasileiro" e "Maluco Beleza". Sua obra musical é composta por 17 discos lançados em seus 26 anos de carreira e seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião, e de fato conseguiu unir ambos os gêneros em músicas como "Let me Sing, Let me Sing". Seu álbum de estreia, Raulzito e os Panteras (1968), foi produzido quando ele integrava o grupo Raulzito e os Panteras, mas só ganhou notoriedade crítica e de público com as músicas de Krig-ha, Bandolo! (1973), como "Ouro de Tolo", "Mosca na Sopa", "Metamorfose Ambulante". Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o creditou de "contestador e místico", e isso se deve aos ideais que vindicou, como a Sociedade Alternativa apresentada em Gita (1974), influenciado por figuras como o ocultista britânico Aleister Crowley.

Cético e agnóstico, Raul se interessava por filosofia (principalmente metafísica e ontologia), psicologia, história, literatura e latim e algumas ideias dessas correntes foram muito aproveitadas em sua obra, que possuía uma recepção boa ou de curiosidade por conta disso. Ele conseguiu gozar de uma audiência relativamente alta durante sua vida, e mesmo nos anos 80 continuou produzindo álbuns que venderam bem, como Abre-te Sésamo (1980), Raul Seixas (1983), Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! (1987) e A Panela do Diabo (1989), esse último em parceria com o também baiano e amigo Marcelo Nova, e sua obra musical tem aumentado continuamente de tamanho, na medida em que seus discos (principalmente álbuns póstumos) continuam a ser vendidos, tornando-o um símbolo do rock do país e um dos artistas mais cultuados e queridos entre os fãs nos últimos anos. Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Raul Seixas figurando a posição 19ª, encabeçando nomes como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Heitor Villa-Lobos e outros. No ano anterior, a mesma revista promoveu a Lista dos Cem Maiores Discos da Música Brasileira, onde dois de seus álbuns apareceram Krig-ha, Bandolo! de 1973 atingiu a 12ª posição e Novo Aeon ficou em 53º lugar, demonstrando que o vigor musical de Raul Seixas continua a ser considerado importante hoje em dia.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas
"Acabou o dinheiro, o carro, acabou os amigos e as mulheres" (Predador)

Voltar para “Fórum da Real”

Quem está logado:

Usuários neste fórum: Nenhum utilizador registado e 1 visitante