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Caso Charlie Gard

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Caso Charlie Gard

Mensagempor Homem » 29 jul 2017, 15:56



O sistema judicial do Reino Unido, a pedido dos burocratas do National Health Service (o sistema estatal de saúde do país), sequestrou e assassinou um bebê de 8 meses. Este odioso ato ocorreu em plena luz do dia, com plena cobertura da mídia. Pior: o governo britânico e os tribunais do país disseram que tal ato não apenas era humano, como também representava a coisa certa a ser feita.

Embora tal narrativa possa parecer uma exagerada hipérbole (pleonasmo intencional), isso foi exatamente o que aconteceu. No dia 11 de abril de 2017, os tribunais do Reino Unido determinaram que Charlie Gard, um bebê sofrendo da síndrome de depleção do DNA mitocondrial — uma doença extremamente rara, que reduz a expectativa de vida para algo entre 3 meses e 12 anos — deveria ter seus aparelhos imediatamente desligados e deixado para morrer. Contra o desejo de seus pais.

O National Health Service (NHS), previsivelmente, negou o tratamento ao bebê, dizendo que era arriscado demais. O custo do tratamento, de 1,2 milhão de libras esterlinas (5,2 milhões de reais), certamente foi um fator decisivo, indicando que a experiência técnica, o conhecimento e os remédios necessários não estavam disponíveis.

Na maioria dos casos envolvendo serviços médicos estatais, quando os custos são vultosos, a decisão judicial é final. O tratamento médico é negado e o paciente é rejeitado, sendo deixado à morte. Quando isso ocorre com indivíduos ricos, sempre há a opção dos tratamentos estrangeiros. Todos os anos, aproximadamente 800 mil pessoas voam para os EUA, e outras 600 mil, para Cingapura, à procura de tratamento médico de ponta e de alta qualidade, o qual não está disponível em nenhum outro lugar. Porém, no caso do bebê Charlie, o preço de 1,2 milhão de libras estava completamente fora do alcance de sua família.

Mas foi aí que uma grande característica do livre mercado — a caridade privada — se manifestou. E de maneira maravilhosa. Após um mês da negativa do tratamento médico estatal, os pais de Charlie conseguiram, por meio de uma campanha na internet, arrecadar via doações voluntárias toda a quantia necessária para o tratamento nos EUA (inclusive a viagem). Em um mundo normal, este teria sido o final da história. Charlie teria sido levado aos EUA, recebido seu tratamento médico, e hoje já estaríamos sabendo se sua terrível situação foi mitigada ou se o tratamento fracassou.

Mas não. O NHS decidiu, por algum motivo obscuro, interferir no processo. Quando os pais de Charlie tentaram retirá-lo do tratamento, o hospital Great Ormond Street, um hospital infantil gerenciado pelo NHS e localizado na grande Londres, prontamente recorreu à Suprema Corte para impedir os pais de fazerem isso. Previsivelmente, como costumam fazer os tribunais estatais, a Suprema Corte se aliou aos burocratas do NHS e negou aos pais o direito de buscarem por conta própria um tratamento médico privado.

Pior: a Suprema Corte decretou que Charlie deveria ter seus aparelhos desligados e ser deixado para morrer.

O que torna este caso tão pavoroso é o fato de que nenhum membro da família teve qualquer poder na decisão de desligar os aparelhos. O governo simplesmente sobrepujou a autoridade dos pais e roubou deles o seu filho. Tendo apenas 8 meses de idade, Charlie não estava em posição de formular algum desejo ou mesmo de discutir com seus familiares como ele gostaria de ser tratado.

Texto Original: Under Socialized Medicine, The State Owns You

Eis uma notícia da BBC, de 27 de junho:
Chris Gard e Connie Yates [os pais] perderam sua última apelação judicial para poder levar seu filho para um tratamento nos EUA.

Especialistas do Hospital Great Ormond Street acreditam que Charlie não tem nenhuma chance de sobreviver...

Juízes da Corte Europeia concluíram que Charlie estava "sendo exposto a dores e sofrimentos contínuos" e que ser submetido a um tratamento experimental "sem grandes chances de sucesso ... não lhe traria benefício nenhum".

Os juízes afirmaram que o apelo apresentado pelos pais era "inadmissível" e que a decisão da corte era "definitiva".

A corte "também considerou apropriado abolir a medida interina", a qual determinava que Charlie fosse mantido vivo por meio de aparelhos.

O correspondente da BBC Fergus Walsh disse que os aparelhos de Charlie provavelmente serão desligados assim que as discussões entre o hospital e sua família forem encerradas.

Colocando abertamente: em vez de simplesmente autorizarem seus pais a buscar tratamento médico privado nos EUA — para o qual já haviam conseguido dinheiro —, os juízes declararam que a criança deveria morrer.

O estado está exigindo que a criança seja abandonada à morte porque alguns médicos estatais — nenhum dos quais tem qualquer parentesco com a criança — querem que assim o seja.

Vale ressaltar que os pais de Charlie não querem utilizar nenhum recurso — financiado por impostos — do hospital estatal britânico. Eles simplesmente querem buscar tratamento em outro país.

Mas o estado disse que isso não pode.


http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2714
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Re: Caso Charlie Gard

Mensagempor AC300 » 30 jul 2017, 14:35

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Re: Caso Charlie Gard

Mensagempor Detektiv » 30 jul 2017, 16:56

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Re: Caso Charlie Gard

Mensagempor Homem » 02 mai 2018, 21:20

Dez meses após a morte de Charlie Gard, um bebê britânico com uma doença degenerativa que esteve no centro de uma batalha judicial entre seus pais e o hospital em que estava internado, a história se repete com Alfie Evans, de quase dois anos de idade, e seus pais Tom Evans e Kate James.

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Re: Caso Charlie Gard

Mensagempor AC300 » 04 mai 2018, 11:56

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Re: Caso Charlie Gard

Mensagempor Homem » 09 out 2018, 12:12

Os ingleses não estão sozinhos.

Medicos de Hospital Infantil de Toronto, Canadá, planejam eutanásia infantil, incluindo cenários em que os pais não seriam informados até a criança morrer

Em uma revista médica de prestígio, os médicos do Hospital for Sick Children, em Toronto, estabeleceram políticas e procedimentos para administrar a morte medicamente assistida (eutanásia) a crianças, incluindo cenários em que os pais não seriam informados até depois da criança morrer.

O artigo aparece apenas três meses antes do Conselho Canadense de Academias informar o Parlamento sobre o consenso médico sobre a extensão da eutanásia voluntária em circunstâncias atualmente proibidas por lei. O Conselho Canadense de Academias está considerando especificamente estender a chamada morte assistida para pacientes com menos de 18 anos, inclusive pacientes que expressaram sua preferência pela eutanásia antes de serem incapacitados pela doença de Alzheimer ou alguma outra doença.

O artigo escrito pelos médicos, administradores e especialistas em ética da Sick Kids foi publicado em J Med Ethics, do British Medical Journal, e foi apoiado pelo Joint Bioethics Center da University of Toronto. E não mencionaram nenhuma conversa com a família, sobre como a criança vai morrer até que ocorra a morte.

A confidencialidade do paciente rege a decisão de incluir ou não os pais em uma decisão sobre a morte assistida, disseram os autores. Se os menores de 18 anos puderem estipular que não querem que seus pais participem, os médicos e enfermeiros devem respeitar os desejos dos pacientes.
"Em geral, a família está intimamente envolvida neste processo de tomada de decisão (no final da vida)", escrevem eles. "No entanto, se um paciente afirmar explicitamente que não quer que sua família participe na tomada de decisão, mas a equipe médica pode encorajar o paciente a reconsiderar envolver sua família, em última análise, os desejos dos pacientes devem ser respeitados".

A política proposta para Sick Kids argumenta que não é nenhuma distinção ética significativa entre um paciente que escolhe recusar o tratamento e aceitar a morte inevitável comparação com os doentes que escolhem a morrer por injeção de produtos químicos antes que a doença provoque a morte. Legalmente, em Ontário não exige que os pais a participar na decisão de um menor poder recusar a continuação do tratamento, portanto, não é nenhuma razão legal para exigir o envolvimento dos pais em uma morte assistida, de acordo com a política de crianças doentes.

A bioética Bridget Campion disse que o artigo não a surpreende.
"O fato é que a assistência médica para morrer agora é legal. E é legal em muitos lugares ao redor do mundo", disse o pesquisador, palestrante e escritor do Canadian Catholic Bioethics Institute. «Agora que é legal, muitos praticantes estão dizendo: Como fazemos isso? Não me surpreende de forma alguma".

Os oponentes do suicídio assistido estão concentrando seus esforços em uma luta pela proteção da consciência , disse ele, tanto para médicos individuais quanto para instituições religiosas de saúde.
"É difícil saber o que fazer a seguir nessas circunstâncias. Isso é legal agora", disse ele. "Na minha opinião, se estamos comprometidos em construir uma cultura da vida, vamos esquecer a legislação. Há algumas coisas que devemos nos certificar de que elas permaneçam no lugar: que possa haver assistência médica católica, que possa haver objeção de consciência. Mas, para mim, o mais importante é: "Como construímos uma cultura da vida? Como construímos uma cultura de cuidado? Se pudermos fazer isso e fazer com que as pessoas não queiram assistência médica, teremos conseguido algo".

Como outros bioeticistas católicos, Campion acredita que o argumento do suicídio assistido baseado nos direitos e autonomia dos pacientes é simplista e estreito demais. Mas a política da Sick Kids parece não levar em conta os direitos ou valores coletivos, pois se concentra na autonomia do paciente.
"Atualmente, o que estou pensando é que tendemos a pensar que a medicina é algo muito particular, entre o paciente e o médico", disse ele. Também devemos pensar em comunidades de saúde, comunidades de bem-estar".


http://www.catholicherald.co.uk/news/20 ... uthanasia/

https://aleteia.org/2018/10/05/in-toron ... uthanasia/

http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/22 ... nca-morrer

http://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=33290
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