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Tópico da Depressão - Textos e Discussões aqui

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Kenshin Himura
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Tópico da Depressão - Textos e Discussões aqui

Mensagempor Kenshin Himura » 09 mai 2016, 19:01

Viciados em comida e a depressão

Lendo sobre alguns posts sobre a pornografia e como ela acaba por se tornar um vicio, me veio a mente este assunto.
Ainda este ano o ator de Prison Break, Wentworth Miller, comentou em sua página de facebook sobre uma montagem que fizeram à algum tempo sobre o seu físico em certa época, bem diferente do que era quando estrelava o papel de Michael Scofield.

Segue matéria publicada no G1 sobre o assunto:
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Wentworth Miller, de 'Prison Break', critica meme e diz ter depressão

Ator aparece acima do peso em foto de 2010 e virou piada por isso.
imagem era de período em que estava em crise e pensando em suicídio

Wentworth Miller, conhecido por ser o protagonista da série "Prison Break", publicou um desabafo no Facebook nesta segunda-feira (28). Ele criticou um meme que zomba de uma foto em que ele aparece acima do peso, em 2010.

Segundo ele, a imagem era de um período em que ele estava sofrendo com depressão e pensando em suicídio.

"Hoje eu virei alvo de um meme na internet. Não foi a primeira vez. Mas este foi diferente dos outros", escreveu Miller.

"Em 2010, semiaposentado da atuação, eu estava low-profile por várias razões. A primeira e mais importante, eu era suicida. É um assunto do qual eu já falei, escrevi, compartilhei. Mas naquele tempo eu sofria em silêncio. Como muitos o fazem", acrescentou.

"Eu sofri com depressão desde minha infância. É uma batalha que me custou tempo, oportunidades, relacionamentos e muitas noites sem dormir", explicou.

"Em 2010, no ponto mais baixo da minha vida adulta, eu estava procurando em qualquer lugar por um conforto, uma distração. E encontrei isso na comida. Poderia ter sido qualquer coisa. Drogas. Bebidas. Sexo", escreveu. "Agora, quando vejo essa imagem em que estou com uma camisa vermelha, um sorriso raro no rosto, eu lembro da minha luta".

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Texto Original Publicado em seu FB:


Today I found myself the subject of an Internet meme. Not for the first time.

This one, however, stands out from the rest.

In 2010, semi-retired from acting, I was keeping a low-profile for a number of reasons.

First and foremost, I was suicidal.

This is a subject I've since written about, spoken about, shared about.

But at the time I suffered in silence. As so many do. The extent of my struggle known to very, very few.

Ashamed and in pain, I considered myself damaged goods. And the voices in my head urged me down the path to self-destruction. Not for the first time.

I've struggled with depression since childhood. It's a battle that's cost me time, opportunities, relationships, and a thousand sleepless nights.

In 2010, at the lowest point in my adult life, I was looking everywhere for relief/comfort/distraction. And I turned to food. It could have been anything. Drugs. Alcohol. Sex. But eating became the one thing I could look forward to. Count on to get me through. There were stretches when the highlight of my week was a favorite meal and a new episode of TOP CHEF. Sometimes that was enough. Had to be.

And I put on weight. Big f--king deal.

One day, out for a hike in Los Angeles with a friend, we crossed paths with a film crew shooting a reality show. Unbeknownst to me, paparazzi were circling. They took my picture, and the photos were published alongside images of me from another time in my career. "Hunk To Chunk." "Fit To Flab." Etc.

My mother has one of those "friends" who's always the first to bring you bad news. They clipped one of these articles from a popular national magazine and mailed it to her. She called me, concerned.

In 2010, fighting for my mental health, it was the last thing I needed.

Long story short, I survived.

So do those pictures.

I'm glad.

Now, when I see that image of me in my red t-shirt, a rare smile on my face, I am reminded of my struggle. My endurance and my perseverance in the face of all kinds of demons. Some within. Some without.

Like a dandelion up through the pavement, I persist.

Anyway. Still. Despite.

The first time I saw this meme pop up in my social media feed, I have to admit, it hurt to breathe. But as with everything in life, I get to assign meaning. And the meaning I assign to this/my image is Strength. Healing. Forgiveness.

Of myself and others.

If you or someone you know is struggling, help is available. Reach out. Text. Send an email. Pick up the phone. Someone cares. They're waiting to hear from you. Much love. - W.M. ‪#‎koalas‬ ‪#‎inneractivist‬ ‪#‎prisonbroken‬

http://www.afsp.org
http://www.suicidepreventionlifeline.org
http://www.activeminds.org
http://www.thetrevorproject.org
http://www.iasp.info


E então confrades, o que pensam sobre este assunto?
Morrer é fácil, viver é que exige coragem real
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Re: Viciados em comida e a depressão

Mensagempor albertosantos » 10 mai 2016, 08:34

Depressão é algo seríssimo. Ainda mais qdo o indivíduo desconta na alimentação, pois aí vem outros males, infelizmente
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Re: Viciados em comida e a depressão

Mensagempor Kenshin Himura » 10 mai 2016, 22:36

Com certeza albertosantos.

Tenho dúvidas sobre o que vem primeiro; se a pessoa se deprime porque começa a se tornar gorda ou se torna gorda porque está deprimida.
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Re: Viciados em comida e a depressão

Mensagempor OliverQueen » 20 mai 2016, 08:40

Eu ainda tenho um pouco de depressão,mas antes eu era bem pior do nível de nem sair de casa
Você falhou com esta cidade!
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Re: Viciados em comida e a depressão

Mensagempor Sisyphus » 21 mai 2016, 01:05

Kenshin Himura Escreveu:Com certeza albertosantos.

Tenho dúvidas sobre o que vem primeiro; se a pessoa se deprime porque começa a se tornar gorda ou se torna gorda porque está deprimida.


Pelo que eu já li parece que ambos correm juntos, a alimentação com lixos modernos ao invés de comida de verdade afeta todo o sistema metabólico e hormonal da pessoa, talvez ocorram casos em que um venha antes do outro, mas ai acredito ser depressão pisicológica.
"Se você não vive como pensa, vai acabar pensando como vive."
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Re: Viciados em comida e a depressão

Mensagempor Brabham » 21 mai 2016, 04:06

Kenshin Himura Escreveu:Com certeza albertosantos.

Tenho dúvidas sobre o que vem primeiro; se a pessoa se deprime porque começa a se tornar gorda ou se torna gorda porque está deprimida.

Não há uma via de regra nestes casos.
Esta ordem varia de acordo com a situação.
“O preço da liberdade é a vigilância eterna”. — Thomas Jefferson
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Como Superei Minha Depressão

Mensagempor Commodoro » 04 dez 2017, 23:22

Por Daniel Castro, dedicado a Selma Fátima de Melo. Fonte.

Como Superei Minha Depressão

A depressão traz consigo uma grande quantidade de sintomas debilitantes, entre eles:

“1) alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional); 2) distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva praticamente diárias); 3) problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias); 4) fadiga ou perda de energia constante; 5) culpa excessiva (sentimento permanente de culpa e inutilidade); 6) dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se); 7) ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte); 8) baixa autoestima, 9) alteração da libido.”

Portanto, curá-la pode parecer uma tarefa extremamente difícil, mas um entendimento de suas causas é fundamental para a cura. Após ter sido diagnosticado com a doença em setembro de 2011, descobri que o caminho para sua cura é e deve ser 100% natural, barato e eficiente. Abaixo eu destaco os seis pontos mais importantes do processo de recuperação.

Alimentação

De maneira geral, quanto pior sua saúde, mais risco de ficar deprimido você corre. Portanto, é de se esperar que o fator que mais influencia a saúde, também influencia a parte mental desta. Neste aspecto, uma adesão à dieta paleolítica é um grande passo para a cura da depressão. O açúcar é similar a uma droga, causando uma sensação boa logo após ser consumido e uma crise de abstinência depois. O livro Barriga de Trigo detalha como o trigo (que em sua maior parte é amido, ou seja, açúcar) e o glúten modernos causam uma inflamação geral no corpo, causando uma quantidade espantosa de efeitos colaterais. E o excelente livro Grain Brain fala sobre os efeitos do glúten sobre a depressão. Basicamente, o glúten inflama também o cérebro (“quando introduzimos no corpo qualquer coisa que desencadeia uma resposta inflamatória, nós corremos um risco muito maior de uma grande gama de desafios à saúde, desde incômodos diários como dores de cabeça e lerdeza cerebral até depressão e doença de Alzheimer” Grain Brain pág. 61), causando uma grande quantidade de doenças mentais (… podemos naturalmente prevenir, e às vezes curar, um espectro de doenças como TDA, depressão, ansiedade, insônia, autismo, síndrome de Tourette, dores de cabeça e doença de Alzheimer? A resposta (…) é um retumbante sim” Grain Brain pág. 42).

Em segundo lugar, o entendimento que gorduras saturadas não somente não são o diabo reencarnado, mas são na verdade benéficas também é importante. Um dos maiores mitos em relação a dietas é que “para emagrecer basta comer menos”. Bem, isto está errado. O certo para quem quer perder gordura corporal é comer mais comidas saciantes (principalmente gorduras e proteínas), e menos comidas não saciantes (carboidratos de maneira geral). O livro Paleo Solution explica que “um dos hormônios que regulam a fome é chamado de Peptídeo YY, que nos informa quando devemos parar de comer. Proteína e gorduras liberam muito PYY, logo são muito saciantes. Carboidratos, por outro lado, liberam pouco PYY, e são portanto pouco saciantes” (The Paleo Solution pág. 54). , ou seja nossa fome é diretamente ligada ao tipo de comida que comemos. Outro fator que influencia a perda de gordura é a insulina. De maneira geral quanto maior o nível de insulina maior a tendência para acúmulo de gordura e consequente perda de massa muscular e diminuição do nível de testosterona. O nível de testosterona por sua vez, influencia diretamente na depressão.

Outras gorduras essenciais são as famosas Omega-3, encontradas especialmente em peixes. Mark Sisson informa que: “Omega-3s ajudam a circulação ao naturalmente afinar o sangue, combater a inflamação sistêmica, dar apoio às funções cerebrais e aliviar os sintomas de depressão, ansiedade e até TDA (Transtorno de Déficit de Atenção)”.

Resumindo: Evite açúcar, grãos e óleos vegetais. Consuma todo tipo de proteína animal, (peixes, carne vermelha, aves e ovos) verduras, legumes, e frutas em moderação.

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Como se não bastasse ser um dos maiores filósofos da história, o Bacon é também delicioso e saudável.

Luz Solar

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Quem não ama banhos de sol?

Foi demonstrado que a Vitamina D pode aliviar depressões. Não só a depressão o faz você ficar sem vontade de sair de casa, como você ficar em casa elimina um meio excelente de reduzir a depressão, gerando um círculo vicioso.

Se você tiver pele mais clara, e pensar que por isso não pode ficar muito tempo no sol gerando vitamina D, saiba que a pele mais clara é uma evolução que tem justamente a vantagem de gerar vitamina D mais facilmente.

Obviamente, além da miríade de outros benefícios à saúde (o livro Paleo Manifesto cita: doenças ósseas, proteção contra vários tipos de câncer, desordens autoimunes, doenças cardiovasculares e doenças de pele como psoríase (Paleo Manifesto, pág. 225)) (e também não posso deixar de citar que a vitamina D é precursora da testosterona) que níveis elevados de vitamina D irão proporcionar, uma pele bronzeada vai lhe deixar mais bonito, aumentando sua autoestima, e indiretamente ajudando em sua batalha contra a depressão.

É importante notar que a maioria dos protetores solares impede a produção de vitamina D, e não devem ser utilizados, não só por quem sofre de depressão, diga-se de passagem. Além disso, a “proteção” que tais produtos oferecem é bem dúbia, conforme demonstrado na tabela de risco de americanos desenvolverem melanoma, abaixo:

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20 vezes mais risco em 65 anos? É “protetores” solares são mesmo ótimos.

Bem, eu divago. O fato é que uma produção constante de vitamina D é fundamental para a saúde mental, e é uma pena que justamente quem mais precise dela tenha a tendência a não querer sair de casa. Se você está lutando contra a depressão, deve se esforçar para sair de casa durante o dia, mostrando o máximo de pele possível.

Exercício Físico

É importante fazer exercícios de médio a alto nível de esforço, e de média a baixa duração. Conforme eu disse logo acima, a testosterona é importante no combate à depressão, e são justamente os exercícios compostos os que mais liberam testosterona. Uma vez que geralmente quem está deprimido tem um nível baixo de condicionamento físico, sugiro a leitura deste post (que publicarei em português nos próximos dias) para uma referência mais detalhada nessa área.

Outro benefício, indireto, é que para mantermos um bom desempenho na academia, é necessária uma boa alimentação, e uma ética de trabalho fortalecida. Ambas as coisas com o tempo ajudam a elevar a autoestima (sem falar nos benefícios estéticos), o que, claramente, combate a depressão.

Qual sua desculpa para ser gordo e fraco mesmo?

Sono

Acho que não preciso me alongar muito sobre a diferença de ânimo geral que sentimos após uma boa noite de sono quando comparada a uma má noite de sono, mas aí vai um pouquinho de ciência. Um sono insuficiente além de nos deixar péssimos durante o dia, eleva o cortisol e abaixa a testosterona (espero que você tenha percebido um padrão). Como já dito, uma baixa testosterona não é nada legal para quem tem depressão. Já o cortisol é o hormônio liberado em situações de risco, cujo nível segundo o livro Paleo Solution (pg.126), deve idealmente ser elevado pela manhã (para um despertar rápido) e baixo a noite (para adormecimento). Nossa vida moderna de stress crônico inverte esse perfil, fazendo com que fiquemos sonolentos pela manhã e cansados porém alertas pela noite. Como fazer para dormir melhor? Primeiro, evitar o stress crônico discutido acima, para que seu cortisol não fique elevado em demasia. Segundo, é necessário que dormir em um lugar o mais escuro possível. Novamente o Paleo Solution explica que as hemácias que alimentam os olhos captam a informação de luz, mesmo que seus olhos estejam fechados, bloqueando o hormônio regulador do sono melatonina.

Este foi o maior desafio que encontrei (e em menor grau, ainda combato) na cura da depressão, porque o mundo moderno é cheio de estimulantes artificiais. Ainda assim, tenha em mente que os benefícios à saúde de uma noite boa de sono são muito mais valiosos que quaisquer estímulos rasos e passageiros do citado mundo moderno.

Então resumindo, relaxe durante o dia e escureça o quarto o máximo possível à noite.

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Aposto que você ficou com vontade ir para a cama.

Social

Enquanto é importante ter em mente que a única pessoal responsável pela sua vida é você, isto não elimina a ajuda e suporte que amigos, família e cônjuges podem dar.

Nossa sociedade moderna de distrações fáceis infelizmente afastou muitas pessoas de um convívio mais próximo, mas até isso tem implicações para a saúde. Mark Sisson, em um interessante artigo onde muitas evidências do poder do toque são apresentadas em relação à saúde geral. Mesmo o contato físico com animais prolonga a vida e melhora a saúde de pessoas que os tenham. No mesmo artigo, ele informa que até mesmo ratos de laboratório recebem benefícios com o toque.

Assim como é difícil para alguém deprimido sair de casa todo dia para tomar banhos de sol, o mesmo acontece em relação à socialização. Ainda assim, é necessário um esforço concentrado para a formação de novas amizades, ao mesmo tempo em que antigas amizades e a família são importantes não só nos piores momentos, mas também no processo de recuperação.

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Eu gostaria de terminar essa parte agradecendo a todos parentes, amigos, amantes e até mesmo pessoas que mal me conheciam, mas mesmo assim me ajudaram com o processo de recuperação. Felizmente, são nomes demais para eu me lembrar de todos, mas ficarei para sempre grato a cada um deles.

Roma não foi construída em um dia

A depressão é uma doença que reflete a saúde geral do seu portador. E saúde geral não é algo que é construído do dia para noite (muito menos pode ser encontrada em pílulas). O importante é manter os hábitos saudáveis acima discutidos de maneira regular, e os sintomas da depressão serão eliminados. É importante também entender que, como tudo o mais na vida, a recuperação da depressão não é algo linear, mas flutuante. Em um período, você irá melhorar, em outros, regredir um pouco. O importante é que os períodos bons sejam mais longos e mais intensos do que os quase inevitáveis períodos de recuo.

Tendo tocado no assunto de hábitos, vou recomendar a leitura do livro O Poder do Hábito, de Charles Duhigg. Nele o autor nos explica que hábitos e memória são armazenados em lugares diferente do encéfalo, e que para mudar hábitos é necessário que hábitos antigos sejam trocados por hábitos novos.

Em resumo, os hábitos podem ser divididos em três partes: dica, rotina e recompensa. Por exemplo, em relação ao hábito de escovação dental: a dica seria a sujeira nos dentas, a rotina seria o escovar dos dentes em si, e a recompensa seria a sensação de limpeza dos dentes. Para realizar a troca de hábitos a que me referi logo acima, o correto é trocar a rotina, pois a dica sempre gera uma força poderosa que o leva a desejar a recompensa. No caso específico de uma pessoa deprimida, a dica vem em forma de um desânimo geral, e geralmente nós temos a rotina de usar estímulos passageiros como o consumo de alimentos doces, televisão e internet, que no fim das contas pioram a depressão a médio e longo prazo.

Assim, se você, por exemplo, quiser parar de comer chocolate, talvez o melhor caminho seja substitui-lo por outra comida que provoque efeitos imediatos semelhantes, mas que a longo prazo sejam mais saudáveis, como frutas, por exemplo. E após você conseguir trocar o hábito ruim pelo bom por uma vez, o hábito ruim tentará, e muitas vezes conseguirá, retornar. Mas o importante aqui é insistir com o novo hábito, até que ele totalmente substitua o antigo, tendo sempre em mente que o processo leva tempo.

Finalizando este tópico, outra técnica interessante que usei (e ainda uso) é ver vídeos motivacionais. Eu já havia recomendado este vídeo recentemente, e outros dois bons exemplos são este e este.

O que eu não fiz para superar a depressão

Confiar em drogas e psiquiatras. Não pretendo me estender sobre o tópico, mas é uma verdade dura que a maior parte da área da saúde hodierna não se trata de dar saúde aos pacientes, mas tão somente de entupi-los com remédios para tratar os sintomas (dando lucros exorbitantes a corporações farmacêuticas, por exemplo). Saiba somente disso e seu caminho para a saúde já estará bem encaminhado.

Não caia no conto da pílula mágica.

Conclusão

Pode parecer muita coisa, mas tudo que foi recomendado acima é natural, efetivo e barato (ou mesmo de graça). Se você tem, ou conhece alguém que tenha depressão, tente seguir o caminho acima e a melhora será garantida. Até a próxima.
Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé! (2 Timóteo 4:7)

Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera.

Homens não são reféns das mulheres, mas reféns da própria libido.

Homem cafajeste merece mulher rodada. Ambos se completam.

Casamento nos moldes modernos é uma roleta russa, mas com todas as balas carregadas.


Alguns dos meus textos: [Reflexão] Lute contra uma vida vazia | [Reflexão] Dê graças a Deus por ter nascido Homem! | A Matrix da promiscuidade |
O corno, a família, o conservadorismo ou "A Vida como ela É" | O ateu conservador ou "O Que é Conservadorismo"? | Lumpemproletariado, violência e desarmamento civil em prol da Revolução

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Re: Como Superei Minha Depressão

Mensagempor LightYagami » 05 dez 2017, 00:12

Excelente post. Concordo em tudo e realmente tudo isso funciona.EDIT: Parabéns pelo post, deve ter dado trabalho.

Vou relatar o meu caminho que deu certo também
Tudo que passamos e vivenciamos de ruim, aquela experiencia e emoções negativas ficam dentro de nós ainda. Acredito também que somos como se fosse um ônibus. Cada situação que passamos de negativa, ou emoção ruim enterrada entra e senta nesse onibus, como se fosse um passageiro.

Pessoas depressivas na minha opinião, são pessoas que esse onibus está lotados. E elas são experts também. Experts em se sentir mal. Elas são MUITO boas no que fazem.
Pergunte a algum depressivo. "Hey, você consegue escolher alguma coisa ou evento pra se sentir mal agora?"
Observe ele olhar pra cima, olhar pra baixo e te dizer: "Vish, mas tenho tantas, não sei nem qual escolher"

Por que ele e a mente dele ficaram muito boas e experts em se sentir mal.

Logo, minha opinião (aliado a tudo que você falou) seria uma limpeza por dentro de todas esses eventos e situações que a mente usa para criar tais emoções. Acredito também que nossa consciência é muito mais poderosa que nosso mente e nosso corpo. Logo controlamos ambos, e não ambos nos controlam.
Se uma pessoa fazer paz com ela mesma, dissolver todas essas magoas, raivas, todos esses passageiros do ônibus,
Quais referencias o cérebro vai ter e usar para se sentir mal? Você simplesmente não vai conseguir. Mesmo se quiser.

Você pode se sentir bem a hora que quiser, e se sentir mal também a hora que quiser.

Pesquisa rapida commodoro, na epoca voce usava quais eventos e situações para se sentir mal?

Detalhe para a industria farmaceutica e psicologos que não fazem nada haha. Um entope o paciente de remedio, o outro ouve ouve, pega o dinheiro e manda o cliente embora pior ainda do que ele entrou.
Última edição por LightYagami em 05 dez 2017, 00:17, editado 1 vez no total.
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Re: Como Superei Minha Depressão

Mensagempor Commodoro » 05 dez 2017, 00:16

@LightYagami esse texto não é meu, postei a fonte logo no começo do tópico.

A coincidência é que ainda estou passando pela depressão, e no caso surgiu essa reflexão minha: viewtopic.php?f=2&t=1653
Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé! (2 Timóteo 4:7)

Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera.

Homens não são reféns das mulheres, mas reféns da própria libido.

Homem cafajeste merece mulher rodada. Ambos se completam.

Casamento nos moldes modernos é uma roleta russa, mas com todas as balas carregadas.


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Re: Como Superei Minha Depressão

Mensagempor Schrödinger » 05 dez 2017, 04:30

Foi bom eu ler esse texto porque eu tô ficando bitolado. Vou dar um tempo na seriedade e virar um devasso, um banjido mophóbics!
Se você está aqui pra aprender a agradar mulher, você é um filho da puta, aqui não é o teu lugar. Enfia o teu rabo no meio das pernas e saia daqui.
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Depressão e suicídio

Mensagempor Commodoro » 03 fev 2018, 13:34

Escrito por Condicional.

Em 2004, aos dezoito anos de idade, sofria com a pobreza, problemas familiares, conflitos internos religiosos e uma profunda insatisfação por nunca ter tido uma namorada. Ademais, embora nutrisse a esperança de que um dia seria um homem realizado, desde os dezesseis anos de idade era assombrado pela constatação de que eu não era uma pessoa feliz.

Recém-egresso da adolescência, já reunia todo o combustível necessário a um episódio depressivo, só faltava alguém que acendesse o fósforo. Foi então que, em 2005, aos dezenove anos de idade, tive uma desilusão amorosa; a garota pela qual eu estava apaixonado, Raíssa, me usou para fazer ciúmes em outro (acenderam o fósforo!). Tal evento desencadeou um quadro depressivo que se arrastou por mais de três anos.

Não bastasse a depressão que me acometeu no começo da idade adulta, tive outro episódio depressivo aos trinta e um anos de idade, em 2017. Por conta de preocupações infrutíferas com os rumos do Ocidente, bem como frustrado por não receber nenhum tipo de validação por parte da sociedade, acabei mergulhando em outro quadro depressivo. Felizmente, tal episódio depressivo durou apenas três meses.

O sofrimento é sempre muito didático; os períodos de depressão me renderam valiosas lições. A fim de ajudar os homens que estejam a padecer com a depressão ou tristeza recorrente, bem como estabelecer um trabalho de prevenção à depressão masculina, compartilharei aqui as percepções, experiências, ideias e ensinamentos que colaboraram para a minha vitória sobre os episódios depressivos.

Deixo claro que não sou profissional da área de saúde mental e que todas as considerações feitas aqui são de ordem pessoal.

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Ao enfrentar meu primeiro quadro de depressão, não tinha recursos suficientes para arcar com psicólogos ou psiquiatras. Isso me foi extremamente benéfico, já que mantive a convicção de que eu não estava doente. Sempre repudiei a patologização da tristeza persistente pelos profissionais da saúde mental, nunca considerei a depressão como doença, mas sim como um mal existencial. Exceto nos casos em que o episódio depressivo constitui sintoma de uma doença, a depressão nada mais é do que fruto da inabilidade em lidar com a vida.

A princípio, considerar a depressão como doença pode parecer algo inofensivo e até proveitoso, já que resulta em uma maior atenção das comunidades médica e psicoterápica ao assunto. Entretanto, tal concepção essencialmente não favorece uma mudança interna, além de estar associada ao uso de psicofármacos.

A administração de psicofármacos não só sujeita o corpo a possíveis efeitos colaterais, como também pode dificultar a vitória sobre a depressão. Tais “medicamentos”, quando funcionam, anestesiam a dor emocional, impedindo que o indivíduo encare as causas de seu mal-estar existencial. Decerto a dor emocional pode ser incapacitante, mas também é ela que, cedo ou tarde, nos impele à ação, nos faz buscar soluções para aquilo que nos aflige. Se “a dor é a fraqueza indo embora”, o que acontece quando, ainda fracos, deixamos de senti-la?

Existem pessoas que, mesmo utilizando psicotrópicos por longos anos, não conseguem superar a depressão. Algumas tomam antidepressivos há mais de dez anos! Geralmente, tais indivíduos, acreditando estarem doentes, se furtam da responsabilidade de introspecção, reduzindo todo o quadro depressivo a um desequilíbrio bioquímico no cérebro.

Não ter dinheiro para procurar ajuda profissional foi para mim uma benção. Do contrário, por conta de minha “doença”, poderia ter me tornado um dependente em psicofármacos, o que fatalmente me conduziria à loucura. Ademais, ao considerar a depressão como um mal existencial, não me desobriguei da autorreflexão e da busca por respostas.

Superar a depressão perpassa necessariamente por uma mudança interna, o que, felizmente, não requer psicoterapia ou o uso de psicofármacos (mas talvez a psicoterapia ajude!). Visto que as pessoas padecem de problemas diferentes, tal transformação interior é própria de cada um, de modo que só posso discorrer sobre minha própria experiência.

Quando do meu primeiro episódio depressivo, eu me encontrava imerso em incontáveis problemas; contudo, não teria entrado em depressão se não fosse por três deles: o fracasso com as mulheres, a ausência de vida social e a falta de dinheiro. No texto “Como Aderi ao MGTOW”, fiz um relato pormenorizado sobre meus insucessos amorosos. Infelizmente, como o texto apresentava detalhes muito específicos, a fim de não comprometer minha identidade, fomos obrigados a apagá-lo (tenho uma carreira a zelar!). Visto que os leitores mais assíduos já estão familiarizados com meu passado de Don Juan, e ciente de que um novo relato sem igual riqueza de detalhes seria inócuo, irei me ater apenas à ausência de vida social e à falta de dinheiro.

Em 2005, a situação financeira de minha família era semelhante à dos McCormick (South Park), só faltava servir “chazinho de água quente com pão duro” às visitas. O telefone e a TV por assinatura passavam metade do tempo cortados por atraso no pagamento, já a conta de luz sempre vinha com “aviso de corte”. Minhas roupas eram bem poucas e surradas, a ponto de um dos donos da academia onde eu treinava (era ilegal e custava R$ 30,00!) espontaneamente me doar algumas blusas que ele não usava mais (fiquei feliz da vida!). Repor ou consertar as coisas estragadas dentro de casa era um sacrifício, frequentemente faltava dinheiro até para trocar uma lâmpada ou um chuveiro queimado. Datas especiais, como aniversários, costumavam passar em branco, já que não havia grana nem para comprar um bolo. Nossa situação financeira era tão ruim, que acabou colaborando para que minha mãe entrasse em depressão!

Evidentemente, todas as dificuldades financeiras pelas quais passei colaboraram para o meu isolamento. Ansiava pela vida dos jovens “normais”, que viajavam, frequentavam baladas, comiam em restaurantes, iam à praia e ao shopping; porém, o dinheiro que recebia de meu pai mal dava para me manter na universidade. Particularmente, me sentia muito mal em festividades como Ano-Novo e Carnaval:

“Todo mundo viajando e eu aqui, passando o Carnaval navegando na internet!”

“Agora, enquanto muitos rapazes estão comemorando o Réveillon com seus amigos e namorada, estou aqui sem conseguir dormir por causa dos fogos de artifício!”


A virada do ano de 2005 para 2006 foi a mais triste! Fui resolver algo na rua e, por conta da atmosfera deprimente que dominava minha casa, fiz de tudo para adiar o meu retorno. Voltei então para casa a pé e, no meio do caminho, decidi ir à casa de um antigo colega de escola. Chegando lá, ele e sua família estavam de saída, passariam a virada do ano na casa de um parente. Eu estava tão destruído emocionalmente, que quase pedi para ir junto! Mas me segurei e voltei para casa (a pé).

Há algo de singular em meu primeiro episódio depressivo: eu entrei em depressão porque não tinha namorada, dinheiro e nem vida social; eu superei a depressão sem namorada, dinheiro e nem vida social. Entre o início e o fim de meu primeiro quadro depressivo, as circunstâncias extrínsecas pouco mudaram; todavia, sofri uma grande transformação interna. Venci a depressão quando assimilei o conceito de “felicidade em si mesmo”, quando aprendi que um homem não deve depositar sua felicidade em outrem ou em coisas materiais.

Aos vinte anos de idade, eu achava que só seria feliz quando tivesse uma vida “normal”: namorada, dinheiro e vida social. Entretanto, já naquela época, sentia que havia algo de errado com minha concepção de felicidade:

“E se a namorada for embora?”

“E se o dinheiro acabar?” “

E quanto aos muitos que caem em desgraça e são abandonados pelos amigos?”


O fato é que “a verdadeira felicidade só pode ser encontrada dentro de nós mesmos ou, se você for religioso (não é o meu caso), em Deus. Repare que tal concepção de felicidade é a mais sólida e racional, pessoas morrem ou nos abandonam, bens materiais podem ser perdidos; no entanto, ninguém pode usurpar a satisfação que advém de nossas qualidades internas, como a vontade de vencer, independência intelectual, proatividade etc.

(A passagem entre aspas foi extraída do texto “Como superei a tristeza por ser incel”.)

Aos vinte e três anos de idade, dei meu primeiro episódio depressivo por encerrado, não mais lamentava a solidão ou a falta de dinheiro (até porque estava batalhando para consegui-lo). Achava que jamais padeceria com a depressão novamente, acreditava ter esgotado as crises existenciais. Contudo, em 2017, tive outro episódio de depressão.

Muitas das reviravoltas emocionais pelas quais passei foram precedidas por uma “voz interna”, um pensamento espontâneo que denunciava os males que me afligiam. Na primeira metade de 2017, numa de minhas idas ao trabalho, recebi um alerta de minha voz interna: “Cuidado, porque você vai ficar deprimido de novo!”. Ao ser assaltado por tal pensamento, imediatamente identifiquei a sua origem: minhas preocupações estéreis com os rumos do Ocidente e minha crescente insatisfação por não ser valorizado pela sociedade.

Sobretudo por influência conservadora, de 2013 a 2017, fui tomado por uma grande preocupação quanto aos rumos da sociedade ocidental. Lamentava profundamente a destruição da família tradicional, a quebra do pacto entre gerações, a morte da Europa, a decadência dos valores etc.

Não bastasse o sofrimento psíquico decorrente de minha inquietação quanto ao futuro do Ocidente, a partir de 2016 também fui acometido por uma insatisfação crescente com o tratamento dispensado pela sociedade a homens como eu (incels). Me incomodava com o fato de que, independente do que você faça pelos outros (e eu era um sujeito absolutamente altruísta!), só é respeitado quem transa. Para a sociedade não importa se você é voluntário no asilo, lê livros para as crianças com câncer ou descobriu a cura da AIDS; se você não pega mulher, você é um lixo!

Tomado por um profundo sentimento de inadequação aos novos tempos, bem como ressentido por ser considerado um homem de segunda classe (orgulho ferido), acabei entrando novamente em depressão.

Acontece que minha voz interna, essa misteriosa manifestação do meu subconsciente, não só revela e prevê problemas, ela também é ótima em propor soluções:

“Por que você se importa com um mundo que não se importa com você?”

“Por que se importar com a opinião das outras pessoas?”


A vitória sobre meu segundo episódio depressivo originou-se de duas conclusões. A primeira é que não ganho o suficiente para me importar com o futuro do mundo. A segunda é que sou o déspota de minha própria vida, eu determino o meu próprio valor. Ademais, deprimir-se pelo atual estado das coisas ou em razão da opinião alheia nada mais é do que depositar a felicidade em outrem (mas isso eu só fui perceber depois!).

Meu primeiro quadro depressivo foi sobretudo fruto da inexperiência. No começo da idade adulta, sem saber como a vida realmente funcionava e imerso em problemas, me senti como o Capitão Miller imediatamente após desembarcar na praia de Omaha. Entretanto, quando penso sobre meu segundo episódio de depressão, vejo que o mesmo não passou de BURRICE! Por que diabos um “beta” incel há de se preocupar com uma sociedade totalmente voltada à satisfação das mulheres e, em menor medida, dos “alfas”? E por que se importar tanto com validação? Validação de quem? Do casado chifrudo que vive no cheque especial? Da mulher que começou a transar aos onze anos de idade?

Há um antídoto eficaz contra a depressão: ser autocentrado. Não se importe com os rumos da sociedade, não seja escravo do senso comum e, acima de tudo, não deposite sua felicidade nos outros.

O esforço contra a depressão não se restringe à introspecção e reflexão necessárias a uma mudança interna, há algumas ações que podemos adotar a fim de maximizar as chances de sucesso. Gostaria de destacar três: comer direito, praticar exercícios físicos e não se entregar.

Não há necessidade de tecer longas considerações sobre os benefícios à saúde mental proporcionados pela boa alimentação e exercícios físicos , há farta documentação sobre isso na internet. Privilegie o bom e velho arroz com feijão, bem como o consumo diário de frutas e vegetais crus. Já quanto aos exercícios físicos, nada supera a musculação; mas, se você não tem dinheiro para frequentar uma academia, pode optar por quarenta minutos de caminhada, cinco vezes por semana (não é o ideal, mas faz milagres em sedentários!).

Em meu primeiro episódio depressivo, apresentei cinco dos nove possíveis sintomas que o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-V) associa à depressão. Fui acometido por uma tristeza persistente acompanhada de hipersônia, fadiga, diminuição na capacidade de concentração e ideação suicida. Evidentemente, em tal estado deplorável, era um tanto difícil cumprir com meus afazeres; entretanto, ainda que aos trancos e barrancos, continuei com a faculdade e mantive minha rotina de exercícios físicos (musculação). Confesso que tinha uma vontade enorme de tentar o suicídio, contudo, pensando nos efeitos nefastos que isso traria sobre minha família, tive que renunciar à morte. Acorrentado à vida, pensei: “Já que não dá para morrer, vou continuar me esforçando. Senão, minha vida vai ficar pior do que já é!”

Tive uma experiência tragicômica que exemplifica bem a importância de não se dobrar perante a depressão. Quando da minha desilusão amorosa com Raíssa, eu estava em período de estudos para uma prova de Física II. Ainda que completamente transtornado, mergulhei nos livros. Devo ter sido o primeiro homem a estudar termodinâmica chorando: “Snif, snif, snif… De modo que, para uma transformação adiabática, temos dP/P = -γ(dV/V)… Snif, snif, snif… Aahh, Raíssa! Por que você foi fazer isso comigo? Snif, snif, snif… onde γ = CP/CV …”. Felizmente, não só fui aprovado em Física II, como obtive nota superior a 70%!

Àqueles que estejam a sofrer com a depressão, não há alternativa senão lançar-se à ação. Render-se só vai piorar as coisas, o ânimo vem pelo agir.

Tendo ciência de que a depressão só pode ser superada mediante uma mudança interna, bem como convencido dos benefícios proporcionados pela boa alimentação, atividade física e postura proativa, o deprimido poderá então iniciar seu processo de recuperação. Ocorre que tal processo de recuperação não é linear, quase sempre é cheio de recaídas. Meu primeiro episódio depressivo foi marcado por períodos de recuperação intercalados com abruptas recaídas; entretanto, com o tempo, as recaídas foram diminuindo em número, duração e intensidade, e eu sempre saía delas mais forte.

Se você está a sofrer de depressão, saiba que sua jornada rumo ao bem-estar mental será repleta de tropeços. Mas não desista, “a dor é a fraqueza indo embora”!

Finalmente, nossa abordagem estaria incompleta caso não tratássemos sobre algo intimamente ligado à depressão, o suicídio. Eu estaria sendo hipócrita caso repudiasse o suicídio por completo, há situações em que a morte é a única solução. Eu, por exemplo, não quero envelhecer a ponto de ficar caduco! Quando sentir que meu prazo de validade está para vencer, providenciarei os meios para morrer. Ademais, apoio veementemente o suicídio assistido, doentes terminais devem ter o direito de abreviar o seu sofrimento. Até mesmo o conceito de “felicidade em si mesmo” tem seus limites, é muito difícil que um portador de uma condição médica grave, dolorosa e irremediável seja feliz.

Entretanto, repudio o suicídio por parte de gente jovem e cujas condições de saúde sejam boas ou remediáveis. Para aqueles que se dispõem a confrontar seus demônios interiores, a ideação suicida, tal como a depressão, é algo passageiro. Se você está a padecer com a depressão e anda pensando em suicídio, saiba que “a dor é a fraqueza indo embora”, seu atual inferno existencial é um estado de transição que lhe conduzirá a um espírito mais forte.

Aos dezenove anos de idade, me encontrava imerso em problemas; situação que só se agravou aos vinte. Houve momentos em que, por acreditar que jamais seria feliz, quis me matar; entretanto, ainda que aos trancos e barrancos, encontrei a felicidade. Não só alcancei a mudança interna necessária à lida com o mundo, como também me graduei, arranjei um emprego e hoje tenho dinheiro sobrando (daria para ficar cinquenta e dois meses sem trabalhar!).

Sim, é verdade que tive depressão novamente aos trinta e um anos de idade, mas ela só durou três meses. Ou seja, dos vinte e quatro até meus atuais trinta e dois anos (e dois meses) de idade, tive quase 97% de aproveitamento, foram noventa e cinco meses sem maiores problemas. Convenhamos, um ótimo desempenho para quem vivia triste!

Como um mal da alma, a depressão só pode ser vencida através de uma transformação interior. Em tempos de amores efêmeros, economia incerta, ginocentrismo e misandria, o mais sensato é que tal mudança interna seja voltada à independência espiritual. Não deposite sua felicidade ou qualquer tipo de esperança em mulheres que só ficam ao seu lado “até aparecer outro melhor”; lute por mais dinheiro, mas não deposite sua felicidade em bens materiais; não sofra por um mundo que não se importa com você e não se deixe abater pelo senso comum. Seja o déspota de sua própria vida, seja autocentrado! E quando as coisas ficarem difíceis, resista ao canto da morte! “A dor é a fraqueza indo embora”, um novo homem emergirá de todo este sofrimento!
Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé! (2 Timóteo 4:7)

Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera.

Homens não são reféns das mulheres, mas reféns da própria libido.

Homem cafajeste merece mulher rodada. Ambos se completam.

Casamento nos moldes modernos é uma roleta russa, mas com todas as balas carregadas.


Alguns dos meus textos: [Reflexão] Lute contra uma vida vazia | [Reflexão] Dê graças a Deus por ter nascido Homem! | A Matrix da promiscuidade |
O corno, a família, o conservadorismo ou "A Vida como ela É" | O ateu conservador ou "O Que é Conservadorismo"? | Lumpemproletariado, violência e desarmamento civil em prol da Revolução

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Re: Depressão e suicídio

Mensagempor JVFrossard » 04 fev 2018, 09:50

Confrade, que texto fantástico.

Já havia percebido essa questão, denunciada no texto, que é relativa à depressão: um excessivo apelo material, um excessivo apego às coisas exteriores e falta de conhecimento de si e do que realmente nos faz felizes.

Certa vez perguntei a alguns poucos amigos, à queima-roupa: "Do que você mais tem medo? O que mais gosta?"
E nenhum deles conseguiu responder. Infelizmente nos conhecemos muito pouco e, em contrapartida, nos amamos demasiadamente e é daí que surgem diversos problemas (criados única e exclusivamente em nossa cabeça) que nos afligem a alma. Deixar de nos importar com os outros e buscar a felicidade dentro de nós mesmos é absolutamente fundamental.

E, contrariando uma pequena parte do texto, é possível o ser humano alcançar níveis de desenvolvimento espiritual que se mantém sereno ante os piores sofrimentos. Há um pequeno conto budista sobre um Lama que havia sido capturado pelo exército chinês. Ele havia preparado a fuga de seus companheiros e ficara para trás para ser pego, dando oportunidade dos outros fugirem. O exército o torturou das piores maneiras por sete anos seguidos. Ele jamais confessara ou entregara seus amigos. Depois que os chineses viram que ele jamais falaria, resolveram soltá-lo. Pouco tempo depois um de seus discípulos o encontra e lhe pergunta:

"Mestre, o senhor parece muito mal. Deve ter sofrido muito na mão do exército chinês. O que de pior lhe aconteceu naquelas torturas?"

E o mestre responde:

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Re: Depressão e suicídio

Mensagempor DannyTrejo » 05 fev 2018, 14:05

É uma luta diária. Creio que nunca tive um quadro de depressão, mas noto interiormente uma certa pré-disposição para tal! Parece que hoje em dia é algo meio que 'normal'. Mas como foi dito no texto, exercícios físicos e uma boa alimentação fazem milagre, assim como ter objetivos a curto/médio/longo prazo.
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Como lidar com uma pessoa próxima que está em um início de depressão

Mensagempor asus » 06 fev 2018, 22:16

Seja esta pessoa um familiar, namorada, amigo, qual é a melhor coisa a se fazer?
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Re: Como lidar com uma pessoa próxima que está em um início de depressão

Mensagempor DannyTrejo » 07 fev 2018, 07:41

Conversa com ela, mostra que o caminho não é bem esse, que temos de ter objetivos na vida, achar um propósito, ocupar a cabeça com coisas produtivas. Remédios podem ajudar por um tempo, mas como sempre, tá tudo dentro das nossas mentes. De resto, é ela querer se ajudar também, a vontade de querer sair ou de nem entrar neste buraco sem fim.
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Re: Como lidar com uma pessoa próxima que está em um início de depressão

Mensagempor JVFrossard » 07 fev 2018, 12:33

É algo realmente complicado. A primeira forma, creio eu, é incentivar a pessoa a procurar ajuda. Principalmente ajuda profissional. E, também, se tiver abertura para isso, dar-lhe "motivação interna". Mostrar-lhe que a vida não é assim e que é preciso ter coragem e audácia interior para encarar os problemas. Ninguém está livre deles e conseguir encará-los é obrigação nossa. É realmente difícil aconselhar alguém nessa situação.

Se você for religioso, aconselho fortemente a rezar por essa pessoa, pedindo para que ela saia desse estado, que as forças que a puxam para baixo, para o fundo do poço, vão embora e ela consiga se reerguer.
Quando não temos abertura isso é, possivelmente, a única coisa que podemos fazer.
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Re: Viciados em comida e a depressão

Mensagempor clecanan » 07 fev 2018, 16:53

albertosantos Escreveu:Depressão é algo seríssimo. Ainda mais qdo o indivíduo desconta na alimentação, pois aí vem outros males, infelizmente


A depressão tratamento deve ser feito por pessoal especializado, contando com a colaboração da própria pessoa, que deve ser motivada para sair dela.
Saiba mais: http://cleuzacanan.com.br/tratamento/de ... ratamento/
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Re: Viciados em comida e a depressão

Mensagempor Bill Kazmaier » 07 fev 2018, 17:46

clecanan Escreveu:
A depressão tratamento deve ser feito por pessoal especializado, contando com a colaboração da própria pessoa, que deve ser motivada para sair dela.
Saiba mais: http://cleuzacanan.com.br/tratamento/de ... ratamento/


Nickname bem sugestivo hein fía.....

Se registrou aqui pra fazer propagandinha do teu site é? :yaoming

QUE FASE!

Por enquanto vou banir.

Mais tarde eu apago o link também.
"IT'S ALL ABOUT WORKING BODY, MIND AND SOUL"

"Todo mundo tem um plano....Até tomar o primeiro soco" M. Tyson"
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Re: Como lidar com uma pessoa próxima que está em um início de depressão

Mensagempor Rikimaru » 08 fev 2018, 14:20

DannyTrejo Escreveu:Conversa com ela, mostra que o caminho não é bem esse, que temos de ter objetivos na vida, achar um propósito, ocupar a cabeça com coisas produtivas. Remédios podem ajudar por um tempo, mas como sempre, tá tudo dentro das nossas mentes. De resto, é ela querer se ajudar também, a vontade de querer sair ou de nem entrar neste buraco sem fim.


Isso que eu iria dizer.
Só acrescentaria buscar ajuda profissional também.
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Re: Como lidar com uma pessoa próxima que está em um início de depressão

Mensagempor victor92cba » 12 fev 2018, 20:12

rapaz sofri mto com a depressao demorei a começar a me tratar sofri muito cara 1 de tudo fazer tratamento + terapia ele vai se isolar nao deixe mesmo se ele se afastar te ofender te magoar perdoe e fica sempre perto avisa pra familia nao deixar ele sozinho sempre e bom ter alguem e se ele piorar tire todas as coisas cortantes da casa leva ele em algum centro espirita ou terreiro de umbanda que ajuda e como me ajudou

leva ele pra tomar bençao de preto velho a umbanda tem umas ''mandingas'' que fazem muito bem eles nao combram nada e sao muito bacanas

eu me isolei me afastei dos amigos e parentes sofri muito mas muito mesmo me recusava a tomar remedio e fazer terapia foi horrivel faz pra ele tudo o que eu disse poise eu nao vi isso no wikipedia isso ai eu senti na pele abraço e boa sorte

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