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A superficialidade no ensino superior

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A superficialidade no ensino superior

Mensagempor Expoure » 04 jun 2018, 14:15

Motivado pela desmotivação que, com frequência mais do que desejada, me assombra a cerca dos meus estudos e da área a qual "me dedico", venho refletir um pouco neste texto.
Para fins analíticos e não de desabafo, faço um curso da área de tecnologia e atualmente o tenho cerca de 65% completo. Entretanto, sinto-me muitas vezes incapaz de por a mão na massa e fazer algo verdadeiramente útil, que fuja das receitas e cadeias sociais que são os conteúdos de puro entretenimento sem nenhum retorno intelectual, moral ou qualquer outro que faça bem à alma.
Analisando tanto a minha situação quanto a de colegas e também amigos de outros cursos, percebo que existe uma superficialidade muito grande, principalmente hoje, nas universidades. Tratamos de maneira rápida e rasteira assuntos que levariam, alguns, pelo menos, um ano para serem bem estudados, absorvidos e aplicados em menos de 5 meses. Não suficiente tal falta de compromisso da universidade com seus alunos, ao que se refere à concretude do que é ensinado -pelo menos nas áreas exatas, onde é possível chegar à uma concretude usando a lógica e apenas isto- é ainda maior a falta de compromisso do ser com ele mesmo. Ora, culpar apenas a entidade que lhe é responsável do curso do conjunto de conhecimentos é fala de maturidade, devemos assumir também a nossa culpa. Porém, estruturemos, antes de tudo, nossa reflexão. Essa superficialidade tanto da universidade quanto da própria pessoa não se é apenas em relação à educação, e sim um reflexo de um quadro muito maior de superficialidades que encaramos como algo normal em nossas vidas.
Não é necessário explicar à ninguém onde a superficialidade esta, uma breve pausa acompanhada dum pensamento bem direcionado trará vários exemplos. Para fins mais objetivos, trataremos do quesito educação sem levar em conta estudos que mostram que a maioria dos universitários não faz o que realmente quer ou que está infeliz e etc.
Supomos um estudante, que foi razoável aluno no ensino médio, não precisa trabalhar pois tem a boa sorte de ter ajuda dos pais e tem meios de expandir o conhecimento que obteve na universidade. Não é necessário uma pesquisa formal para saber que essa é a caricatura da grande maioria de universiários brasileiros. Mas porque resultados tão horríveis, e cada vez piores e com tendências a piorar, na educação superior ? Os desgraçados tem apoio dos pais, possuem a internet, tempo e etc !?
Óbvio que a culpa primária é provavelmente uma falta de disciplina e compromisso com os estudos, o que pode até ser resultado das pesquisas já citadas sobre estar no curso errado. Mas não sejamos cegos. O número cada vez mais crescente de universidades de esquinas -como normalmente são chamadas- tem um lado crítico verdadeiro e que partilha, em principio, do mesmo problema das grandes universidades: O modo superficial com que apresenta o conteúdo. A diferença é que essa última tem um certo grife e até pode ser menos pior do que a primeira. Mas isso não quer dizer que seja boa.
Peguemos por exemplo uma cadeira da área de tecnologia: Redes. Seguro em afirmar que um bom livro de redes possui, em média, 500 páginas. São 500 páginas que misturam teorias, técnicas, práticas e requerem um nível de atenção e lógica muito maior do que uma leitura dum texto, por exemplo, de história. O que é requerido de massa cinzenta para tirar proveito dum livro destes é o mesmo que é requerido para um verdadeiro filósofo entender com decência alguma Suma de S. Thomás de Aquino ou alguma das obras de Aristóteles. Agora, o que se encontra em aula: O resumo de um resumo de outro resumo do livro base, para que você possa entende-lo em menos de um semestre. Ora, pois pegue o livro e estude em casa, é seu dever como aluno fazer isso! Pleno em concordar. Mas pergunto: É possível estudar na metade do tempo estimado um livro, junto à outros 3 ou 4 ou 5 ou até mais de outras cadeiras ? E além, é possível conciliar muitas vezes o que é importante de verdade, segundo o autor do livro e especialista na área, com o que é requerido na aula pelo professor ? Exemplo: Digamos que estejas fazendo um projeto recomendado pelo autor do livro, projeto este que abraça conceitos gerais do assunto a ponto de deixar-te a com conhecimento minimanete afiado a seu respeito ao passo que, seu professor lhe pede para fazer uma pesquisa sobre um assunto qualquer, porém por ele determinado, do conteúdo, elaborando um artigo ciêntifico e ainda mais: Preparar uma apresentação para a turma, onde, poucos irão prestar a atenção.
Percebem onde quero chegar? Depender do coletivismo educacional é um veneno a se tomar e apelar para o individualismo é praticamente um suicídio caso queira chegar ao fim do semestre com aprovação. "Praticamos", em grande parte, na universidade, projetos e trabalhos sem fins realmente práticos e que no seu decorrer tragam algum benefício intelectual. Um curso de Bacharelado hoje em dia nada mais é do que uma amostra geral da área, para que, depois de formado, você se vire e reaprenda tudo que estudou na prática ou foque em algum dos assuntos que acha que gostou e faça uma especialização na área.
Partilhada tal reflexão, convido vocês para debatermos se realmente é um problema e óbvio, se o for, quais soluções poderiam ser adotadas pelo estudante.
“Aprendi na estrada que o mais difícil não é seguir em frente, e sim, não olhar para trás.”

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Re: A superficialidade no ensino superior

Mensagempor Euler » 04 jun 2018, 15:53

Nada te impede de buscar especialização em uma área de seu interesse. Bacharelado sempre foi e sempre será um genericao, porque ser especialista em tudo é impossível.
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Re: A superficialidade no ensino superior

Mensagempor JVFrossard » 05 jun 2018, 14:31

Me lembrou uma anedota:

"Nas salas de aula, ambas teoria e prática que são ensinadas funcionam.
No laboratório de ensino, somente a prática funciona.
No mundo real, nem a teoria e nem a prática funciona."

Grande parte do que é ensinado nas universidades nos cursos de exatas (não posso falar muito de outras áreas pois não as vivi) é virtualmente inútil. Em minha área fiz vários cursos de química e física básica sendo que matemática avançada (o que eu realmente precisei) não me forneceram.

A dica que me "salvou" é de um grande físico brasileiro e que repasso aos confrades: "Faça ali o básico para ser aprovado no curso e ter o diploma e, por fora, de forma underground, faça os seus estudos que realmente importam, aqueles que vão te dar capacidade competitiva no mercado".

Eu nunca tive medo de copiar listas de exercícios, reproduzir a exata cópia do livro-texto quando o professor pedia para fazer resumo ou fichamento e coisas do tipo. Busquei o diploma da forma mais direta possível (claro, sem usar de artifícios ilícitos). Nossos professores nos dão problemas cujas respostas eles já sabem quais são e esperamos que "re-inventemos" a roda resolvendo algo que já está resolvido há anos, às vezes décadas ou séculos. Isso é francamente ridículo. Não estimula nossa criatividade em nada, apenas nossa capacidade de armazenar mentalmente conceitos decorados.

Se ter um diploma é muito importante para nós (por questão social, posição melhor na empresa, concursos públicos e etc) essa dica é valiosa.
Toma o escudo da tua fé e avança a passo decidido, seja a favor do vento ou contra todos os ventos!
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Re: A superficialidade no ensino superior

Mensagempor Canis Lupus » 05 jun 2018, 17:38

O ensino Brasileiro é uma piada de mal gosto. O que eu aprendi da minha área foi através de esforço pessoal, comprando livros, pesquisando em artigos científicos e aplicando isso na minha prática.
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Re: A superficialidade no ensino superior

Mensagempor AC300 » 05 jun 2018, 20:24

Primeiro, o termo usado é incorreto. As universidades deixaram de ser um ambiente onde você poderia ter um ensino superior. Os alunos estão ali porque querem um diploma, uma permissão para exercer uma determinada profissão. É só conversar um pouco com eles e dirão que estão em tal curso porque querem ter mais chances no mercado de trabalho, arrumar um emprego específico, prestar um ou vários concursos. Não que isso seja ruim em si mesmo, mas não podemos dar esse nome. O ensino superior é o estudo voltado para a tomada de consciência do individuo e formação da sua personalidade, a Universidade São Jerônimo busca resgatá-la e só consegui ter isso no COF.

O problema começa bem antes no ensino básico. O professor Pier demonstra bem que só temos alunos e não estudantes e que o sistema de avaliação não avalia nada e é apenas uma camuflagem. Os jovens concluem o ensino médio sendo analfabetos funcionais não tendo o mínimo domínio da gramática. Não leem bem, não escrevem bem e interpretação então? Nem se fala! Eu fui um destes e até hoje luto para corrigir essas falhas, por esse e outros motivos quero distância de qualquer instituição de ensino reconhecida pelo MEC.

Sem falar no seu uso para formação de militantes partidários/ideológicos. Veja a página antes/depois da federal para ver o estrago:https://twitter.com/antesdepoisfede. E isso não acontece só aqui, Russell Kirk no seu livro "A Política da Prudência", em um capítulo, fala da decadência do ensino universitário americano. Para ter bons frutos nessa árvore é necessário ser autodidata, se for depender do que é oferecido estará arruinado.

Um ótimo livro que li recentemente e traz algumas respostas do porquê isso está acontecendo é o livro de Fausto Zamboni, "Contra a Escola -- Ensaio sobre literatura, ensino e Educação Liberal", tem boas referências para quem quer se aprofundar no assunto.
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Re: A superficialidade no ensino superior

Mensagempor DeathLord » 08 jun 2018, 20:08

O ensino brasileiro no geral é uma grande merda, isso não é exclusividade do ensino superior. O ensino brasileiro em sua totalidade segue o método de Paulo Freire ou socioconstrutivismo, em resumo essa merda de método fala que o "aluno" não pode ser corrigido ele tem que descobrir e aprender por conta própria (se o cara passa a vida inteira escrevendo "caza" por exemplo ele mesmo tem que se dar conta que tá escrevendo errado e ele mesmo se educar) só aí vc já tem uma desgraça sem tamanho, soma isso a péssima estrutura, a um país decadente em tudo, um centro de formação partidária e não acadêmico em si, só pode terminar em uma fábrica de analfabetismo funcional.

Desde o primário até o ensino superior (pelo que pude perceber, minha graduação atual é de ensino superior) é de uma qualidade ridícula, tanto a escola particular quanto a pública na sua grande maioria.

Quando eu estava cursando a faculdade a minha turma teve que fazer matemática elementar e física básica até o 3° período porque a turma na sua grande maioria não sabia o básico de matemática e física, quando chegou na matéria de cálculo derivado e integral então foi um Titanic ambulante (90% da turma reprovou na matéria), inglês (INGLÊS CARA) foi um deus nos acuda, os caras não sabiam nem o verbo to be direito (fiz faculdade de TI, inglês é fundamental na área), a galera teve aula até de português porque a gramática do pessoal era lamentável, era impossível vc não ver uns 40 erros de português em um texto de 20 linhas.

E detalhe: isso até o 3° período, depois a coisa fica ainda pior, quando eu formei só 3 pessoas da minha turma (que começou com 40 e terminou com 15) formaram.

Vai no YouTube ou em qualquer rede social, é quase impossível vc ler algum comentário sem um erro de português ridículo tipo confundir mais com mas, mal e mau, por que e porque.

Na minha experiência a merda não é só o ensino superior e sim a metodologia de ensino do Brasil em si, seja ela particular ou pública, ninguém escapa.

Obs: o maior canal do YouTube BR é o do KondZilla se não tô enganado, isso pra mim já diz coisa pra caralho sobre o Brasil.
Última edição por DeathLord em 08 jun 2018, 21:43, editado 1 vez no total.
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Re: A superficialidade no ensino superior

Mensagempor DeathLord » 08 jun 2018, 20:21

JVFrossard Escreveu:Me lembrou uma anedota:

"Nas salas de aula, ambas teoria e prática que são ensinadas funcionam.
No laboratório de ensino, somente a prática funciona.
No mundo real, nem a teoria e nem a prática funciona."

Grande parte do que é ensinado nas universidades nos cursos de exatas (não posso falar muito de outras áreas pois não as vivi) é virtualmente inútil. Em minha área fiz vários cursos de química e física básica sendo que matemática avançada (o que eu realmente precisei) não me forneceram.

A dica que me "salvou" é de um grande físico brasileiro e que repasso aos confrades: "Faça ali o básico para ser aprovado no curso e ter o diploma e, por fora, de forma underground, faça os seus estudos que realmente importam, aqueles que vão te dar capacidade competitiva no mercado".

Eu nunca tive medo de copiar listas de exercícios, reproduzir a exata cópia do livro-texto quando o professor pedia para fazer resumo ou fichamento e coisas do tipo. Busquei o diploma da forma mais direta possível (claro, sem usar de artifícios ilícitos). Nossos professores nos dão problemas cujas respostas eles já sabem quais são e esperamos que "re-inventemos" a roda resolvendo algo que já está resolvido há anos, às vezes décadas ou séculos. Isso é francamente ridículo. Não estimula nossa criatividade em nada, apenas nossa capacidade de armazenar mentalmente conceitos decorados.

Se ter um diploma é muito importante para nós (por questão social, posição melhor na empresa, concursos públicos e etc) essa dica é valiosa.


Isso procede pra caralho, na minha faculdade foi praticamente a mesma coisa, um monte de matéria inútil, as que realmente serviram para algo foram poucas (em média eu tinha 5 matérias por período, dessas 5, 4 eram fúteis, matérias como ciência política por exemplo, não que ciência política seja desnecessária MAS É UM CURSO DE TI CARALHO, fora que meu professor era um marxista chato pra caralho, o Enade (provão que mede a qualidade do ensino da faculdade) a parte de humanas era uma enxurrada de esquerdismo), a minha base de conhecimento mesmo vem de experiência própria, bastante vídeo aulas e fóruns (TI tem fórum pra tudo graças a Deus), a própria faculdade vivia dizendo que o objetivo dela é introduzir o aluno ao conhecimento mas o aprendizado e capacitação ele tinha que obter por conta própria.

Se posso recomendar algo pra vcs é que se caso forem optar por uma faculdade de exatas, façam um curso técnico ou tenham uma boa base de conhecimento antes, se for deixar pra aprender com a faculdade vcs estão fodidos.
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Re: A superficialidade no ensino superior

Mensagempor JVFrossard » 09 jun 2018, 14:40

DeathLord Escreveu:Isso procede pra caralho, na minha faculdade foi praticamente a mesma coisa, um monte de matéria inútil, as que realmente serviram para algo foram poucas (em média eu tinha 5 matérias por período, dessas 5, 4 eram fúteis, matérias como ciência política por exemplo, não que ciência política seja desnecessária MAS É UM CURSO DE TI CARALHO, fora que meu professor era um marxista chato pra caralho, o Enade (provão que mede a qualidade do ensino da faculdade) a parte de humanas era uma enxurrada de esquerdismo), a minha base de conhecimento mesmo vem de experiência própria, bastante vídeo aulas e fóruns (TI tem fórum pra tudo graças a Deus), a própria faculdade vivia dizendo que o objetivo dela é introduzir o aluno ao conhecimento mas o aprendizado e capacitação ele tinha que obter por conta própria.

Se posso recomendar algo pra vcs é que se caso forem optar por uma faculdade de exatas, façam um curso técnico ou tenham uma boa base de conhecimento antes, se for deixar pra aprender com a faculdade vcs estão fodidos.


Muito bem observado, confrade. Ciência política pra curso de TI é francamente inútil.

Conversava com um amigo que é aluno do direito em universidade federal e ancap. Ele dizia que quase sempre brigava com os professores por estarem ou claramente ou secretamente induzindo ideias esquerdistas e parciais o que é um franco desacordo com a profissão de professor. Ele me contou que uma vez uma professora de sociologia do direito deu praticamente uma aula inteira para refutar Smith o que não tinha absolutamente nada a ver com a matéria e era apenas uma provocação aos alunos que discordam dela.

Esse esquema de ensino brasileiro tem que mudar e rápido. Não é atoa que nunca ganhamos um Nobel.
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